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segunda-feira, 30 de abril de 2012

125 - Campanhã - A Oriente do Porto

Campanhã é a maior Freguesia da Cidade do Porto. E julgava eu que era Paranhos. Mas a culpa é dos sites das Juntas onde se lêm estas coisas. Portanto será esta a terceira maior freguesia do País e não Paranhos. De qualquer forma fui freguês nas duas. Também o fui de Massarelos, mas pelo acidente que foi o meu nascimento.
A primeira referencia a Campanhã é num documento de 994. A origem da palavra será sueva, derivando depois para o latim e muito mais tarde para a forma actual.
Este percurso que relato e mostro aconteceu por casualidade. Tem tanto de curiosidade como de sentimental. Lá irei chegando aos poucos.
Tive de ir à Junta e ao Cemitério de Campanhã há dias e aproveitei para perguntar onde ficava a Capela do Forte. Devo dizer que desconhecia quási totalmente esta parte da Freguesia, salvo uma ou outra passagem em transporte público.
Localizada a Capela, no dia seguinte fiz um convite ao meu amigo e caminheiro Peixoto para descobrirmos mais um percurso dentro da nossa Cidade.

Nos preliminares, uma pequena história sobre a Igreja de Santa Maria de Campanhã, também conhecida pelo título de Senhora da Entrega, pois os devotos lhe ofereciam as suas orações e não só, em troca das chuvas (ou do seu fim), da saúde, das colheitas. Tudo começa após a tomada aos Mouros pelos Cristãos por volta do ano de 750, do Lugar e depois a Cidade do Porto, que havia sido perdida por D. Rodrigo, o último rei dos Godos. É uma história linda que envolve a Andaluzia no sul da actual Espanha de hoje.
Segundo a lenda foi encontrada uma imagem de Nossa Senhora, presumo que nos terrenos da Quinta da China, que ainda existe hoje, embora e lògicamente com menos território. Transcrevo copiando como li no texto referente à imagem: "...foi achada a Imagem da Senhora, que he de pedra, e tem o menino nos braços, terá pouco mais, ou menos coatro palmos, e meyo de alto. He lavrada com todo o primor da ane (?), com roupas do mesmo material..." e continuando mais à frente, ...   
anno de Christo de 714, seria a restauração da Cidade do Porto, e achada esta milagrosa Imagem dispois da batalha, e victoria, nos antros do Senhor de 750; attendendo a que D. Affonço Reynou IS (?). antros, e se hleceo no anno de 759; e ha hoje 1008 annos com pouca differença, que foi achada a milagroza Imagem de Nossa Seshora de Campanhaã, 0rago principal da Igreja e da freguezia, que tem este mesmo nome na mesma pedra, de que he Imagem milagrosa.
Mas é tudo História e as datas se confundem. Assim como os locais, pois a batalha seria noutro local bem como o achamento da imagem. Que para o caso são só curiosidades.
Tem este pequeno comentário a ver com a Imagem da Senhora de Campanhã. Adiante se verá porquê.
Foto de autor desconhecido, encontrada no blogue Porto Antigo
Foi erigida uma Igreja em local desconhecido provàvelmente entre o séc. IX e X. juntamente, e ou posteriormente, também um mosteiro. Em 1120 desaparece a designação de Mosteiro substitúida pela de Igreja de Santa Maria de Campanhã. Em 1258 é propriedade de um leigo, D. Mendes Extrema, que também possuia a de S. Cosme, agora freguesia de Gondomar, concelho vizinho.
No séc. XV a igreja possuía em edifícios anexos uma albergaria. Por aqui passava um dos troços do antigo caminho romano em direcção a Trás-os-Montes.
A Igreja actual presume-se ter sido construída em 1714 e deve ter ligações à antiga Igreja de Sanctae Mariae de Campanham do séc. XIII
Custa a crer que a foto acima seja a Igreja actual. São bastantes as diferenças, mas na foto não existe legenda. Então quanto ao local nem se fála. Hoje é um espaço vedado, que presumo só servir para nos dias de festa se colocarem as barracas tradiccionais das feiras e romarias. À volta é só mato.
O certo é que há uma imagem em calcário policromado de grande valor, presumindo-se ser do séc. XIV e venerada como a Senhora de Campanhã. Entre lendas e datas de conquistas e da existencia de Igreja ou Igrejas, parece que não há dados concretos.
A Igreja actual possui outras obras de grande valor, destacando-se uma imagem em pedra de Ançã de Nossa Senhora do Rosário, provàvelmente do séc. XIV-XV e outra de Nossa Senhora das Dores do séc. XVII.
Destaca-se também a talha dourada da Tribuna e Altar-mor, do séc. XVIII, embora já com vários restauros. A Igreja foi vandalizada e saqueada em 1809 aquando das invasões francesas e sofreu inúmeros danos aquando da Guerra Civil e do Cerco do Porto entre Julho de 1831-Agosto de 1833.
Está a precisar urgente de novo restauro. Foi encerrada pelos Miguelistas em 5 de Dezembro de de 1832 e reaberta a 18 de Agosto de 1833.
Parte das minhas pesquisas para esta postagem foram recolhidas na Monografia de Campanhã, que inclui variadíssimos itens e locais para novas buscas. Sobre as Águas da Freguesia, destaco o seguinte texto:
Saõ as agoas desta freguezia muytas, e muyto saluriferas, e se tem averiguado, que a da fonte da Igreja e da fonte da Granja, e a da fonte do Gorculhaõ e Coimntomil, são das melhores que ha entre Douro, e Minho, se bem que naõ estaõ com a estimaçaõ que merecem.
Não sei se é esta a Fonte da Igreja que o autor refere (documento publicado pela Universidade do Porto sobre as Águas do Porto no séc. XIX, salvo erro, cujo autor não anotei o nome.
De qualquer maneira, o espaço desta Fonte está encerrado, tem um fio de água a perder-se para um tanque, cheio de ervas ou o que quer que sejam aquelas espécies de flora e o local parece o de uma construção clandestina.
Com as coordenadas definidas vamos então até ao Monte onde se encontra a Capela do Forte. O panorama na sua direcção é visto das traseiras da Igreja de Campanhã, no Largo do Adro.

Tomamos o autocarro 400 para Azevedo, junto à Rotunda do Freixo onde fica em frente a Quinta da Revolta, mais conhecida desde há uns anos largos por Horto do Freixo ou do Moreira da Silva. Mas isso é para outras histórias.
A saída indicada é no Lagarteiro, a penúltima do términos da Linha. Umas placas indicam-nos o caminho, um pouco íngreme, pela Rua do Outeiro do Tine. Desconheço esta toponímia, mas segundo o dicionário "Infopédia", Tine é uma forma do verbo Tinir : emitir sons agudos, tremer com frio, zumbidos. Ou ainda estar sem dinheiro na forma popular "Estou a tinir".
Aqui estiveram acantonadas tropas de D. Miguel aquando do Cerco do Porto. Por isso o Monte é também conhecido como do Forte. A Capela igualmente tomou o seu nome. No entanto é dedicada ao Senhor do Calvário e presume-se tenha sido construída nos finais do séc. XVIII e princípios do séc. XIX. Creio que no último domingo de Junho se realiza a festa do Senhor da Pedra em honra do Senhor do Calvário.
Do alto do Monte podemos apreciar belíssimas vistas sobre o Porto 
Ao fundo, Bonfim e Antas

Da Igreja de Campanhã até às Antas, presumindo-se que aqui tenham existido monumentos funerários megalíticos.
Em grande plano a Quinta de Bonjoia
Lagarteiro e Azevedo são lugares antigos. Azevedo tem a primeira referencia conhecida em 1343 e Lagarteiro (toca ou lura de lagartos) ou Lagarteira (ave de rapina) - curiosamente ainda ontem ouvi este nome em vez de Lagarteiro - já é conhecido na sua forma feminina em 1590.

Descendo o Monte, ou melhor dizendo a rua, ficamos a algumas dezenas de metros do Parque Oriental, inaugurado em meados de 2010, obra do arquitecto Sidónio Pardal. Tinha-o visitado logo após a inauguração e segundo palavras do Presidente da Câmara, essa foi a 1ª fase. A seguir seria a despoluição do Rio Tinto. Pois... palavras leva-as o vento.
Voltamos para trás, percorrendo o Lagarteiro, Azevedo e Meiral descemos até ao lugar de S. Pedro.

Capela de S. Pedro
A sua origem poderá remontar ao séc. XII, altura em que surge referenciada na carta de doação de D. Teresa ao Bispo do Porto D. Hugo uma Eclesia Sancti Petri. Esteve sempre ligada à devoção de Nossa Senhora da Hora, S. Pedro e Bom Jesus Salvador. O actual edifício é uma reconstrução de 1887. Parece que o Altar-mor é uma bela obra em talha e possui valiosas imagens.

Do Adro da Capela, uma vista sobre o Rio Douro, lá ao fundo
A denominação da Rua, Largo, Calçada e Travessa de S. Pedro, em Campanhã, provém da antiga capela desta invocação, desde 1792 orago de uma nova freguesia eclesiástica, a de S. Pedro de Azevedo de Oliveira (totalmente copiado da toponímia da Câmara do Porto).

Depois de matar o bicho, a caminhada estendeu-se até à Granja. Deste lado passa o Rio Torto, ao longo do qual se vão mantendo umas hortas. Campanhã foi desde o seu início uma região fértil, que se estendia e compreendia Rio Tinto e Valbom e não sei se também S. Cosme, tudo hoje pertencendo ao concelho de Gondomar.
A mais antiga referência que existe do Lugar como Aldeia do Monte da Granja é de 1594, num registo paroquial de 1785.
Mas foi a parte sentimental que me levou à Granja.
Sabia que teria existido uma Fábrica de Moagem, onde o meu Pai trabalhou mais de 20 anos. Depois de algumas perguntas, lá localizamos a antiga Fábrica. Que me lembre, apenas fui lá uma vez, numa terça-feira de Carnaval e receber o ordenado do meu pai que tinha sido operado e estava de baixa.
Segundo a história de Família, o ingresso do meu Pai nesta Fábrica foi em grande parte derivado a mim.
Já não é Moagem - desde 1966, se a memória não me atraiçoa - mas foi a primeira na Freguesia, pertencendo desde sempre à Família Paranhos (não a mesma da Quinta do Covelo, em Paranhos) fundada em 1876, com uma máquina a Vapor e empregava 4 operários. Segundo me disseram, ainda  lá se encontram as canalizações do transporte de água.
Como atrás referi, era uma zona fértil, com destaque para o cultivo de cereais, vinho e frutas, que abasteciam a cidade do Porto. Segundo um escrito, «Provê a cidade do Porto» de «muito boas frutas de toda a casta e com especialidade os melões (...).que saõ julgados por nada inferiores no gosto, e grandeza aos celebrados da Vilarissa. Produz boas melancias, grande cópia de bolinas, abóboras brancas e pretas, pepinos, penas, maçãs, ameixas, pêssegos». (copiado tal-qual do original que li).
Julgo que o autor se refere ao famoso e enorme Vale da Vilariça em Trás-os-Montes, que também era muitíssimo fértil e cujos melões eram famosos. Acho que está tudo esquecido, mas presumo que ainda hoje lá se produz algo.
Banhavam e banham este vale de Campanhã os Rios Tinto e Torto.
Nas suas margens existiam grande quantidade de moinhos, alguns dos quais ainda se vêm as suas ruinas.
A indústria veio a seguir já no séc. XIX e com ela veio o aumento populacional e o desenvolvimento.
Mas isso são temas para outros passeios.

Embora tenha colhido alguns elementos na Wikipédia, no site da Câmara do Porto e num ou outro mais, a grande colheita foi na Monografia de Campanhã em http://www.j-f.org/monografia/Default.htm

Foi um prazer ler muitas das dezenas de páginas desta brochura bem como de alguns ficheiros anexos ou fontes de pesquisa.

28 comentários:

  1. Amigo Jorge, preciso te agradecer este passeio por Campanhã. Não só este, mas todos os outros passeios que já me proporcionaste pela cidade.
    A ultima foto, a visão da pequena ponte, do mato, da água em baixo, me deixou com uma sensação de saudade mas também de paz. Olha que estás a realizar uma boa obra, pois o que é digitalizado teoricamente fica eterno. Imagine daqui a cem anos alguém visualizando estas apresentações!
    Forte e fraterno abraço do
    Luiz Grijó

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    1. Caro amigo Luís Grijó
      Só é pena que este riacho esteja tão poluído neste Zona. Creio que próximo da sua nascente até umas poucas dezenas de kilómetros, está controlada a poluição. Mas de Rio Tinto -Cidade- até à Foz no Rio Douro, no chamado Esteio de Campanhã, as promessas estão só no ar.
      Um abraço de amizade do Jorge

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  2. Mais uma vez , retornei ao passado....quando tinha os meus 13/14 anos namorei uma rapariga de valbom e ia muitas vezes no 80 ate a ultima paragem em azevedo e fazia o resto do percurso a pé, foi entao com um misto de saudade e de pena ( pena porque o tempo nao volta atraz e nao se pode corrigir alguns erros cometidos )que vi e revi certas imagens que bem conheci ha muitos anos atraz, um grande obrigado uma vez mais amigo Jorge , por me fazer viajar sem ter que sair da minha cadeira e poder atravez das suas fotos e palavras recuar no tempo !!!

    JOAO VALE

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    1. Caro João
      Embora Valbom há umas dezenas de anos não faça parte de Campanhã - assim como Rio Tinto - estão intimamente ligados. Por alguma razão o Rui Veloso foi ao Baile a Valbom, onde levou um arrail de facho, porque queria tirar uns troços da paroquiana.
      Um abraço de amizade, João e felicidades lá pelo Lux.

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  3. Jorge
    Então aquele casario na foto antiga, já não existe?
    As capela do Sr do Calvário e de S. Pedro, são lindinhas.
    você conseguiu entrar?
    Aquelas flores do jd. Oriental, são azaleias e também florescem aqui, nessa época. O nosso outono.
    Que lindo passeio.Gostei muito.
    Ri quando você comenta sobre Massarelos... do acidente de seu nascimento.rsssssssss
    Gosto de ler sobre o seu pai. Podia contar-nos mais histórias sobre ele.
    A cada roteiro , fico mais interessada pela história de sua cidade.
    Obrigada Jorge
    Parabéns por mais essa.
    Glorinha Moura

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    1. Glorinha, entrar não consegui, pois estas capelas, bem como quási todas as do Porto estão fechadas. Algumas abrem para velórios, outras talvez para serviços religiosos. Mas não sei.
      As flores do Parque há ano e meio ainda nao se viam, agora sim, dá prazer andar por ali e ver a diferença.
      Meu nascimento foi mesmo por acidente e teve a ver com o novo emprego ma Fábrica de Moagem.
      Obrigado pela visita e comentário.
      Bjs

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  4. Nao sei se estarei correcto, mas a foto antiga da igreja de Campanhã parece-me antes uma foto antiga da igreja do Bonfim, qunado esta apenas tinha uma torre (embora tb a arquitectura me pareça bem diferente). Mas o enquadramento parece ser o do Bonfim. E já agora, parece estar de alguma forma invertida, pois o casario da esquerda seria o da direita e vice versa. Mas nem pesquisei (acabei de acordar lol)
    Parabéns pelo blog espectacular.
    Cunha

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    1. Caro amigo Cunha,
      Na realidade a Igreja e o Lugar em si estão de difícil compreensão e conhecimento.
      Fui confirmar onde busquei a foto. Na realidade está publicada na Monografia de Campanha, Histórias Paroquiais, referidas no escrito.
      A Igreja do Bonfim não é, pois em fotos desta mesma época - presumo eu - é totalmente diferente.
      Um abraço

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  5. Caros amigos,

    Não tenho dúvida que a segunda foto é da antiga igreja do Bonfim. Acontece que o negativo na revelação foi invertido. Não sou fotografo posso estar a não dizer as coisas correctamente. Não sei como lhe posso fazer chegar uma gravura e uma foto, ambas da igreja do Bonfim, que podem esclarecer a dúvida.

    Parabéns pelo blog.

    Óscar Felgueiras

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    1. Caro amigo Óscar
      Tentando desvendar o mistério da foto da Igreja, consegui ver um desenho da capela anterior à actual Igreja do Bonfim de autoria de Nogueira da Silva. Embora com muitas semelhanças à da foto em discussão, o traçado da rua do Bonfim no sentido já da Praça das Flores em nada se parece com a da imagem. Por outro lado a escadaria é bastante diferente.
      Julgo que a foto a que se refere será do arquivo de Alberto Ferreira.
      De qualquer forma poderá fazer-me chegar às "mãos" a gravura e a foto a que se refere, através do email portojo@gmail.com
      Um abraço

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  6. Presado Senhor.
    Apresentando-me, meu nome, Manuel José Campos d'Oliveira Lima, que como portuense e/ou tripeiro que sou, muito me apraz tomar conhecimento que ainda existem muitos patrícios com interesse na preservação e/ou levar ao conhecimento de todos os demais interessados, todo um belíssimo património com que ainda nos brinda o burgo de Campanhã, quer no aspecto humano, cultural e monumental.
    Por toda essa enormíssima boa vontade e dedicação a tão nobre causa, o meu grande... BEM HAJA.
    Sendo eu residente numa pequena vila do Baixo Alentejo, por matrimónio, não esqueço nunca as minhas raízes, o meu berço que foi a Freguesia de Santo Ildefonso, no Porto, cidade onde vivi e trabalhei ainda recentemente, há sete anos atrás. Sou filho do Porto que ainda visito muitas vezes, sempre que vou rever a família próxima, sentindo sempre o nosso aquele sadio e profundo bairrismo que muito nos caracteriza.
    Meu pai, de seu nome José Manoel de Sousa Nogueira d'Oliveira Lima, era natural da freguesia de Rio Tinto, e meu avô paterno, o Prof. Dr. José d'Oliveira Lima, professor catedrático de medicina e vice-reitor da Universidade do Porto, foi o proprietário e fundador do Instituto Moderno, na Quinta da Bela Vista, em S. Roque da Lameira, onde aplicando a quase totalidade da fortuna da sua esposa, mandou construir sob projecto do Arquitecto José Teixeira Lopes (filho de um grande escultor e irmão do considerado maior escultor português Teixeira Lopes)esse monumental edifício o Palácio da Bela Vista, e todos os restantes edifícios que constituíam aquele parque escolar, que em 1919 o veio a vender ao Estado cuja transacção nunca lhe foi paga conforme confirmou à família próximo da sua morte em 1955 (não existe no Estado, nem na família, nenhum documento comprovativa desse pagamento ter sido efectuado).
    Esta a motivação de todo o meu empenho, como neto do fundador da Quinta da Bela Vista,em que esse legado que a minha família aí deixou, passe a ser património da autarquia de Campanhã, para lhe ser dada utilização condigna em prol e benefício do povo portuense especialmente, e ao serviço da cultura nacional.
    Cordiais saudações
    MLima

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    1. Já agora sugiro a visualização do video disponível na Cinemateca Digital sobre o Instituto Moderno.

      http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=12957&type=Video

      É espantoso que no início do século XX tenha havido quem idealizasse uma escola assim.

      Cumprimentos,

      Óscar Felgueiras

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  7. Caro amigo Óscar
    Muito obrigado pela sua oportuna mensagem.
    Ainda não vi o filme todo.
    Mas parece que tem outros mais para ver.
    Tenho de repassar o link.
    Um abraço de amizade
    Jorge Portojo

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    1. Caro Jorge,

      Quando há uns tempos atrás tomei conhecimento deste sitio da Cinemateca não consegui despegar. Acho que merece divulgação.

      Um abraço,

      Óscar Felgueiras

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  8. Caro Senhor Manuel Lima
    Foi com prazer que li o seu comentário.
    Tento quanto possível promover a nossa Cidade do Porto, pois se não formos nós a fazê-lo, quem o fará ? Na realidade também vou apontando o que está mau ou não gosto.
    Mas tem sido um prazer para mim conhecer a Cidade que, francamente, não conhecia.
    A reforma também pode ser boa para outras coisas.
    Não sei o amigo viu o comentário do Óscar Felgueiras, digamos como que uma resposta ao seu.
    Vale a pena a nossa Cidade, os nossos Amigos e já agora, a internete que nos aproxima.
    Um abraço de amizade do
    Jorge

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  9. Caríssimo Senhor
    Jorge Portojo

    Tem toda a razão e é pertinente o seu comentário.
    A nossa cidade, Porto, para quem efectue uma visualização mais detida, aprofundada,contém locais de um encanto inexcedível e de grande interesse, quer no que se refere ao contraste, «sui generis» e muito próprio, entre a monumentalidade e a singeleza do seu edificado, que nos deixa perfeitamente maravilhados, a que um olhar mais atento não pode ser insensível, deitando por terra comentários jocosos de alguns visitantes passageiros e desinteressantes que designam esta cidade «como cidade sombria, soturna e , suja que mais contribui o país com a riqueza que produz, como cidade mais laboriosa,harmoniosa,de economia pungente, de gente feliz e de trato simpático e hospitaleiro genuíno,em cujas mãos se vê circular dinheiro, fazendo jus ao epíteto honroso de «capital do trabalho», e porque não dizê-lo «cidade que mais sustenta Portugal, desde primórdios ancestrais,e da Portuscalle».

    São os portuenses, os «tripeiros», gente activa,de luta, capaz de dar a volta por cima, Homens e Mulheres de cujo modelo, exemplo, tem este país grande precisão.

    Saudações para si, caro patrício

    Abraço
    MLima

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  10. Caros patrícios
    Óscar Felgueiras, Jorge Portojo e outros bloggers

    Relativamente ao documentário «Instituto Moderno do Porto» existentes na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, que me aconselhou ver, devo dizer-lhes que tenho em meu poder cópia do mesmo, bem assim como de vários outros filmes produzidos pela inesquecível INVICTA FILM, com sede e estúdios no Carvalhido, Porto, bem como cópias de outros filmes relacionados com a cidade do Porto, norte de Portugal, e outros, alguns deles produzidos pela TOBIS FILMS de Lisboa,acervo filmico da família do Prof. Dr. José d'Oliveira Lima,meu avô paterno.
    Devo referir que no filme, melhor dito documentário, do «Instituto Moderno do Porto», é visto por diversas vezes o seu fundador e proprietário, homem de estatura média com cabelo e farto bigode preto, quer quando na recepção e entrada dos alunos (à entrada do edifício principal), quer a assistir ás aulas,no refeitório,a assistir às aulas de equitação, e na entrada principal durante a saída dos alunos para passagem do fim-de-semana com seus familiares, diga-se em boa verdade, estes últimos envergando traje obrigatório, constando de ridículas fardas,salvo melhor opinião,inaceitáveis na actualidade.

    Pena, não ser possível colocar estas curtas-metragens cinematográficas aqui, no blogue,por terem tamanho entre 500MB e mais de 700MB.

    Ainda relativamente ao Prof Dr. José d'Oliveira Lima,foi ele o único comprador das 3 quintas que unificou dando origem à «Quinta da Bela Vista» em S. Roque da Lameira,Porto,e nela ter mandado construir o «Instituto Moderno»,em que aplicou grande parte da fortuna pertencente à esposa,minha avó Maria Emília de Sousa Nogueira d'Oliveira Lima,filha e irmã dos proprietários e administradores da «Fábrica de Tecidos de Sêda de Francisco António Nogueira,Filho & C.ª Lda.»,com sede e instalações fabris na Rua da Alegria,Porto,tendo sido ele, meu avô, único investidor nesse grandioso empreendimento escolar,e não «conjuntamente com um grupo de investidores» com refere o distinto portuense historiador e escritor Prof.Dr.Hélder Pacheco, numa das suas muitas crónicas, in JN-Jornal de Notícias de 02-11-2000, (ele que me desculpe a ousadia) mas não corresponde à verdade dos factos, até porque a compra das referidas quintas, a encomenda do projecto ao Arquitecto José Teixeira Lopes (filho e irmão dos escultores José Joaquim e António Teixeira Lopes) desse património à GNR (Estado Português)foi efectuada unicamente pelo Prof. Dr. José d'Oliveira Lima, e único proprietário como consta nos registos da Conservatória do Registo Predial do Porto, actualmente no Arquivo Distrital do Porto.

    Entretanto,tentarei colocar algumas fotografias, que também possuo, nomeadamente da visita do rei D. Manuel II ao Porto e à dita fábrica de tecidos de seda na Rua da Alegria, e outras imagens históricas interessantes da nossa «Mui Nobre e Leal Cidade Invicta».

    Cordiais saudações
    MLima

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  11. caros «blogger's» patrícios
    Quanto a filmes existentes na "Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema", e por esta recuperados e restaurados, estão disponíveis para serem visualizados "Documentários" sobre; a visita de Gago Coutinho e Sacadura Cabral ao Porto, a actividade nas Minas de S. Pedro da Cova, sobre a Senhora da Hora, Matosinhos, S. Mamede de Infesta, e muitos outros. Todas estas curta-metragem cinematográficas, foram realizadas por Alfredo Nunes de Mattos, gerente do cinema «Jardim Passos Manoel» e da «Nunes de Mattos & Cia-Invicta Film» de 1910 a 1912 com sede numa dependência daquele cinema Portuense, mais tarde passou a «Invicta Film Lda.» com sede na Rua de Santo Ildefonso (junto ao cinema Águia D'Ouro), posteriormente esta última firma cinematográfica instalou-se definitivamente, em 1917, nas instalações próprias construídas na Rua do Carvalhido o novo «Estúdio Cinematográfico-Invicta Film, Lda.». Foi a nossa cidade invicta o berço de grandes nomes da cinematografia portuguesa, o A. Nunes de Mattos e Manuel de Oliveira. Qualquer deles, deixou um valioso acervo de imagens históricas acerca da nossa cidade, o Porto.
    Podem visualizar-se, através da Internet.
    Aconselho vivamente.
    Um abraço
    MLima

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  13. sou de campanhã, e adorei este passeio

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  14. Caríssimo amigo
    Jorge Teixeira e demais «Blogger's»

    Só para vos comunicar que deixei definitivamente o Baixo Alentejo, tendo recentemente regressado às origens, estando a residir numa aldeia encantadora próximo da Lixa, Amarante, dispondo de uma paisagem maravilhosa do Marão, vendo-se de minha casa todo um vale maravilhoso, ao longe Marco de Canavezes e Sinfães do Douro.
    Com alguma regularidade vou ao Porto.
    Estou no Céu.
    Meu forte abraço a todos

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  15. Ate estou emocionada ao ver estas fotografias,pois grande parte da minha vida foi passada na Granja mesmo na casa pegada á fabrica da moagem.Que saudades.
    U m bem aja para sí.
    Maria Helena

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  16. Ate estou emocionada ao ver estas fotografias,pois grande parte da minha vida foi passada na Granja mesmo na casa pegada á fabrica da moagem.Que saudades.
    U m bem aja para sí.
    Maria Helena

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  17. A igreja apresentada como sendo de campanhã é a igreja do Bonfim que substituiu a capela primitiva e que como se vê tem uma só torre sineira. Acontece que a foto está ainda por cima, invertida. É favor corrigir, já que o seu trabalho é de assinalar para o bom conhecimento da nossa cidade.

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    1. Ola anónimo. Boa tarde.
      Sim, este erro ( ? ) já foi detectado em tempos.
      Não vou corrigir nada porque são os meus amigos e leitores que o fazem.
      Se corrigisse, alguns comentários deixariam de ter razão de o ser.
      Quanto a inverter a foto, não o sei fazer. Mas por estar invertida também é motivo para se comentar.
      Um abraço e obrigado pela visita

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  18. Amigo Jorge, fui criado na Fonte da Igreja em Campanhã. O meu falecido pai foi o que lhe pôs o nome de Fonte da Igreja, já que a agua ía canalizada para os terrenos da igreja. Mais tarde um vizinho também falecido restaurou-a e pôs-lhe um portão clandestinamente, com a intenção de asssenhorar-se dela, mas é pública e pertence à Câmara Municipal. Para mais informação contactar-me em phlautas@hotmail.com

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    1. Caro amigo José. É um prazer registar comentários que nos contam histórias e estórias da nossa Cidade. Fiz um "trabalho" sobre as Fontes da Cidade e ao voltar a investigar a origem da Fonte da Igreja fiquei cheio de dúvidas. Um historiador diz - escreve - que estava junto à Igreja. A foto demonstra que está do outro lado da Rua. O amigo José vem dar mais uma achega à história. Fico feliz por isso. Receba um abraço de amizade

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