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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

107 - Loas ao nosso Presidente Rui Rio

O que vai colado em baixo, retirei-o do site da Câmara Municipal do Porto, o seu pasquim oficial, aquando da inauguração do novo hotel na Praça da Batalha, nas antigas instalações do Café e Cinema Águia D'Ouro. Por casualidade...
   No mesmo dia em que assinalou dez anos da sua primeira eleição como Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio recordou duas das principais prioridades, desde 2001: Coesão Social e Reabilitação. "Hoje [sexta-feira] consegue-se juntar dois aspectos verdadeiramente estruturantes destas políticas. Da parte da manhã assistimos à demolição de um dos bairros mais problemáticos da cidade [o do Aleixo] e agora estamos na inauguração de uma unidade hoteleira num dos edifícios mais emblemáticos da cidade", sublinhou.


Sem dúvida que a Praça ficou mais composta, que não bonitinha. A Fonte bem lá no largo serve para tudo menos o fim a que se deveria destinar. Mais valia deitá-la abaixo e esquecermos a história.
E o Cinema Batalha deverá contribuir visualmente para os hóspedes do Hotel se sentirem no terceiro mundo.
Ao correr da pena, um pedido ao sr Presidente: Será que nos poderia explicar o porquê da situação deste Edifício depois dos milhões que lá se gastaram há meia dúzia de anos e o acordo com a ex-senhora Presidente da Associação dos Comerciantes. A população agradecia e talvez até os turistas.
Na dita cerimónia poderia ter lembrado algumas de outras jóias da coroa que foram vendidas, não sei se por bom ou mau preço, não sou presidente, e requalificadas. O Palácio das Cardosas e o do Palácio do Freixo - bem como as instalações que seriam para o tão propagado Museu da Industria -, Foi pena e uma falha de memória. Tudo para Hotéis. Foi só dinheiro em caixa.
Claro que o Aleixo é ainda uma dor de cabeça para o sr. presidente. Foi uma Torre à vida, mas ainda faltam quatro.
Bem pode tentar explicar o Sr. Presidente que é para acabar com a degradação. Incluirá o mercado da droga ? Neste caso está demonstrado que não funciona a ideia. O Bairro S. João de Deus acabou mas os Bairros que estavam alí mais à mão, degradaram-se. Incluindo os mercados da droga, que foram juntos com a população. O de S. Roque é um exemplo gritante, bem como o do Cerco. Será que o sr Presidente andou por lá pelo menos nestes últimos dois anos ? As suas palavras deixaram dúvidas, pois eu lembro-me bem como eram alguns bairros da Cidade e é vê-los agora.
Entretanto, vai aqui existir um condomínio de luxo. Já ouvi e li isto muitas vezes. Mas também já se espalhou o boato por aí que quem comprou (?) os ditos terrenos foi uma empresa ligada a uma figura sinistra que está em maus lençóis com a Justiça. Como eu gosto muito de si, sr Presidente e me recordo ainda dos velhos tempos da tropa para não dar ouvidos aos boatos, seria melhor, penso eu de que ..., vir à Praça explicar, como deve ser a história dos terrenos e do condomínio com vista para o Rio. Não no JN que arranjava logo complicações... Se o Comércio do Porto ainda existir, pode servir.
Disse ainda, sr Presidente, segundo o pasquim do site camarário e passo a citar:  Quem se lembra dos bairros ou do que era a Baixa em 2001 e olha para o que foi feito até hoje, a diferença é gigantesca. E mais à frente, a Baixa não tinha viva alma à noite.
Sobre os bairros, chamados sociais, estamos falados. Os chamados Bairros Históricas é fruta para outra taça. Mas já lá iremos. Quanto às vivas almas, principalmente as nocturnas, será que o sr Presidente tem passeado pela Baixa ? Onde vê vivas almas se é que passeia?  Excluindo a época turística, que este ano foi extraordinária, a Ribeira ainda se compõe. Uma Cidade lindíssima, (que perdeu 10% dos seus habitantes,entre censos e o último é de 2010, sendo a capital de distrito que mais baixou populacionalmente), mas não tem motivação para a população andar pelas ruas. A excepção foi quando no Rivoli trabalhava o La Féria. Esse sim, trazia todas as noites mais de 1.000 vivas almas, pelo menos antes e depois do espectáculo. Presumo que foi uma das melhores atitudes que o sr Presidente tomou.
Uma cidade sem cinemas, sem teatro chamativo, quási sem bares decentes, com a Casa da Música  no "limite" da Cidade, onde a maioria dos cafés fecha antes das 20 horas, os estabelecimentos de painéis corridos por causa da ladroagem, como pode haver noite ? Será o pessoal que abanca nos assentos dos dois centros comerciais da baixa, ou na porcaria do Mac Donalds, no belíssimo edifício do Imperial, que fazem a noite da Baixa ? Ou serão os muitos bêbados e drogados da zona dos Clérigos, que deixam lixo e garrafas partidas e mijo por todos os cantos além do barulho próprio dos incivilizados que fazem a "movida do Porto" ? (Eu escrevo Muitos e não Todos).
Para estes, agora vai haver o "Gato", o autocarro que os vai buscar aos campus universitários e os vai levar de regresso. Claro que para estas coisas a nossa bem gerida STCP está logo à disposição ainda por cima com o apoio da nossa Cervejeira. E dentro do autocarro há música e autorização para beber alcool. Será que vai ter DJ, Barman e Equipe Médica ?
Falou ainda o nosso querido Presidente Rui Rio nos tempos dos buracos em Filipa de Lencastre e na Zona do Hospital de Santo António. Esqueceu-se de dizer que haveria de começar mais obras na Rua de Ceuta que nunca mais acabavam (já esqueceu quantos buracos e por quantas vezes se abriram na sua legislatura ?) E que no Hospital Santo António se estava a construir o novo edifício das urgências ? Por falar nisso, que foi feita da arqueologia que existiu por aqui ? Ficou soterrada ?
Mas há muitos edifícios ainda por vender. Por exemplo, o Palácio de S. João Novo. (Onde pára o acervo do antigo Museu de Etnografia da Região que esteve no Palácio ?).
Reabilitaram-se algumas casas de Mouzinho da Silveira/Corpo da Guarda. Chamaram-se habitantes para elas ? Estão todas desabitadas, pois o seu preço é tão elevado que mais parecem moradias de luxo. Mais reabilitação está à espera, há anos. As placas assim o informam. Mas uma coisa que chama a atenção é a placa de limite de velocidade na esquina do Largo do Outeirinho e a Rua da Reboleira. Pregada num edifício dos mais antigos da Cidade, devidamente referenciado. Em frente, a Casa Gótica está a cair. Numa rua onde o pouco trânsito automóvel se faz a menos de 40, era precisa esta placa ? Se pelo menos ajudasse a reconhecer a casa, vá que não vá. Assim é dinheiro ao rio.
No Codeçal e Verdades há casas a cair por todos os lados. O velho aqueduto das águas ainda foi seguro com cimento. Não tem estética nenhuma, mas pelo menos não deve cair nestes dias mais próximos. Vi um projecto para este Bairro, que deve ter custado uma fortuna só para estar no papel e na net.
Mais reabilitação para fazer no edifício que já foi dos STCP e de um Colégio. Para ali está a cair aos bocados, mesmo na ligação ao mar do belo Parque Ocidental. Também com placa de obra. Ontem por casualidade passei próximo e já vi uma cercadura. Não sei se para iniciar as obras se apenas para que não hajam intrusos e mais lixo do que tinha.
Sugestões não faltam para reabilitar, ou vender. Todo o conjunto do antigo Convento de Monchique; os Palacetes no Largo Moinho de Vento, nas Ruas das Flores e Mouzinho da Silveira. Casas na Rua do Almada são tantas que até doi só de não se perceber porque não se tomam atitudes.
Nas fotos, as casas onde viveu Camilo, à esquerda e Silva Porto, à direita.
Nos Bairros históricos, embora muito se tenha feito mas não nos consulados do sr. Presidente, continuam a haver ruínas em todos eles. E o pior, as habitações recuperadas são de aluguer tão elevado que ou os seus antigos habitantes, na maioria pessoas idosas, pura e simplesmente não regressaram ou ninguém aparece para as usar. Disse-me há pouco tempo uma jovem no Barredo que o bairro está deserto.
Olhando da Alfandega para Miragaia sente-se um dó de alma. Degradação, letreiros de Vende-se por todos os lados.
Os Caminhos do Romântico ficaram esquecidos. Será que haverá alguns portuenses e turistas que os conheçam e se passeiem por aqui ? Foi uma das obras que deveria ter sido feita para o Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Onde foi parar o dinheiro ? Há placas ainda espalhadas a dizer Financiado pela União Europeia. Li há dias a mentora do projecto dizer que nem um terço está feito. 10 anos, sr. Presidente. Só há sua conta, claro.
A Rua de D. Pedro V tem há anos um tapume com mais de 100 metros para as costas do matagal em que está transformado o terreno anexo à Rua dos Moinhos
Fez-se um bonito arranjo e recuperou-se a zona da Viela do Anjo. Formou-se um Largo a que deram o nome do grande Duque da Ribeira. Que não merecia o mercado da droga em que está transformado nem a selvajaria que por lá se vê. A foto tem cerca de 5 anos. Hoje nem seria aconselhável fotografá-lo. Pelo menos passa-se sem sobressaltos para Mouzinho da Silveira. Até ver, pelo menos.
Mas para o sr Presidente falar em reabilitação é fácil. E as obras? Não as vejo. Vaidade sem par apenas e logo na inauguração de um hotel num edifício que segundo diz esteve 20 anos abandonado - no seu mandato esteve 10, sr Presidente, esqueceu ? A baixa também está a cair, a começar logo pelo edifício onde esteve a sede de Campanha de um candidato a Presidente da República. Na Avenida dos Aliados. Santa Catarina, Fernandes Tomás, Formosa, cujos exemplos mais flagrantes são os edifícios onde estiveram os Armazéns da Lã Maria e o do Banco do Brasil.
Mas se nem sequer os serviços camarários foram capazes de "limpar" a estátua de O Rapto de Gamínedes, que foi trazida do Jardim da Praça da República onde esteve dezenas de anos, para a Cordoaria; como pode uma cidade zelar pelos habitantes, que fogem dela, pelo património que está a cair, que nem a sua beleza natural valoriza. Pois se são os próprios responsáveis que ajudam a destrui-la, a começar pelo seu coração: a que foi a nossa Sala de Visitas, o conjunto Avenida dos Aliados - Praça da Liberdade.   
Pelo menos, nas ruínas do que foi o Mercado do Anjo e depois Praça de Lisboa, já se vê alguma coisa. Não sei o que sairá dali. Mas se alguém souber que não diga, logo veremos a surpresa.
Portanto nem tudo é mau, sr Presidente. E desejo que continue a gozar com as suas corridinhas de calhambeques F1 lá para a Boavista, pois isso trás muita honra, glória, turistas e dinheiro. Pelo menos assim o afirma. Não sei se alguém concorda consigo, mas sempre lhe enche o ego, recordando, agora que está a ficar mais p'ra lá do que p'ra cá (autárquicamente falando, claro) os seus tempos de plaiboy.
Com crise ou sem ela, desejo Um Bom Ano a todos. Principalmente à Câmara Municipal do Porto na pessoa do seu Presidente, Senhor Doutor Rui Rio. De quem gosto muito. Salvé, Rei.


domingo, 5 de setembro de 2010

39 - O Passeio das Fontaínhas - Freguesia da Sé - Porto

Há dias andava por aí a percorrer uns caminhos só para bisbilhotar e confirmar umas coisitas. Sabem como é, quando entra uma coisa na cabeça, a gente não descansa enquanto não se esclarece. Mas isso fica para outra altura.
Como estava por ali próximo, entrei pelos Guindais e resolvi percorrer a Rua do Miradoiro, o que nunca tinha acontecido. Dizem os livros que esta rua tomou o nome, porque as Freiras do Convento de Santa Clara, do torreão das Muralhas Fernandinas que ali fica bem próximo, fizeram um Miradoiro. Penso eu de que, pela simples razão de confirmarem os barcos que chegavam pelo Rio Douro para logo correrem a ir cobrar a portagem. Gananciosas com eram e ainda por cima com o consentimento do Rei, não deixavam escapar um.
Fiquei desiludido, pois da Rua não há miradouro algum. As casas, que nem o aspecto de antigas têm, correm dos dois lados. É natural que das traseiras das que estão voltadas para o Rio, as miragens sejam mesmo verdadeiras. Mas sabia que esta Rua vai (ía...) dar ligação com o Passeio das Fontaínhas. Aí começo a desconfiar.
O término da Rua está emparedada (como os proprietários dos edifícios degradados da Cidade fazem) e do Passeio das Fontaínhas apenas resta a Placa. Há que voltar ao Largo Actor Dias, entrar no Parque de estacionamento, percorrê-lo e vamos encontrar já a Alameda das Fontaínhas. Até aí nada de especial. 100 metros mais a percorrer.
E aí sim, temos um belíssimo Miradouro sobre o Rio Douro e do outro lado a escarpa da Serra do Pilar. Ao fundo, as Pontes do Infante, D. Maria - que nunca mais ata nem desata sobre o seu aproveitamento turístico, tipicamente Coisas à moda de Portugal - e a de S. João.Mas o que me trouxe até aqui foi por ter visto o horror que é aquele ex-Passeio das Fontaínhas. Pesquisando, fui recuar aos anos de 2.000 e 2001, quando a escarpa foi cedendo. Daqui até à Ponte D. Maria. Um estudo de 2003 do Gabinete de Estruturas e Geotecnia recomenda à Câmara que se tomem as medidas adequadas. Ver os estudos, o que foi feito e conclusões em
Posteriormente houve ali um incêndio que obrigou a desalojar creio que cerca de 50 famílias.
Todo o aspecto ruinoso desta zona é triste, pois logo a seguir temos casas reconstruídas que provocam um contraste confrangedor.
Fiquei a saber que até Agosto, data em que foi emparedado, o Passeio era utilizado por tóxicodependentes e principalmente por quem se dirigia até ao cemitério do Prado Repouso. Logo, a voz de um partido político a fazer ressonância. http://www.cidadedoporto.pcp.pt/?tag=fontainhas
Bom, eu não andaria ali no meio do lixo, nem no espaço reduzido, em declive, com uma inclinação de mais de 50% . Logo, a demagogia a funcionar. Pois não estou a ver as velhinhas metidas por ali com riscos de vida, muito menos para irem ao cemitério pelo seu pé. O desvio de uns 100 m. não custará assim tanto.
Mas acredito (se o PCP não mente naquele site) que há qualquer coisa com as verbas que já vêm de há uns anos para se fazer algo neste espaço. Mas é pena a Alameda estar destruída, bem como o Muro e os Banquinhos do Miradouro que ali ainda têm vestígios. Segundo tomei conhecimento pelo que li no JN, este local já era passeio de famílias aos fins de semana e dias santificados nos anos trinta do séc. XIX - http://jn.sapo.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=1488549 -
Será que algum dia irei dizer bem da Câmara do Porto, por algo realmente impressionante que tenha feito de bom durante estes mandatos do Sr. Rui Rio ? (Não, as corridas dos F1 de museu não contam, até porque temos de pagar aos pilotos, marcas e etc. uma fortuna pela publicidade que fazem com o nome do sr Presidente. Ainda se fosse com o nome da Cidade Invicta, vá lá. Mas este invento é um passatempo do Sr. Presidente. É aviltante. Não conta como obra).
Estou (estamos) à espera que o senhor, ou senhora, AVLIS49 nos traga a informação da "bastíssima" obra desta Câmara. Ou de qualquer outro meu leitor. Será um prazer "blogar" fazendo juz a essas coisas dignas.


sábado, 28 de agosto de 2010

37 - A Praça e a Avenida.

Peguei nas minhas memórias (recentíssimas) fotográficas da Praça e da Avenida - para os não naturais da cidade e região, quer dizer Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados - para lhes juntar uns textos que li por aí.

Foto retirada do blogue http://avenida-dos-aliados-porto.blogspot.com/

Mas antes disso, uma pequena achega. Eu, como muitos portuenses e não só, achamos aberrante o que o Arq. Siza Vieira (e li agorinha mesmo, que também do Arq. Souto Moura) e o Presidente Rui Rio fizeram neste espaço. Pura e simplesmente destruíram a calçada portuguesa, construída com desenhos únicos em pedra calcária e basáltica, cuja arte foi criada em meados do séc. XIX.

Foto de Manuela Ramos
Não satisfeitos apenas com esta destruição, resolveram juntar-lhe os jardins. Que sempre existiram desde que a Praça foi rasgada para a abertura da Avenida. Agora existe, desde a Praça até à Câmara, incluindo as faixas de rodagem, um calcetamento em pedras de granito, que provàvelmente vieram da China. Digo eu. De notar que o IPPAR levantou reservas sobre esta "aberração" mas o certo é que a belíssima obra lá está. Com a ajuda simpática e nada política do Dr. Oliveira do Metro Uma foto de Tavares da Fonseca, de finais dos anos 70. Em primeiro plano a Praça da Liberdade, seguindo-se a Avenida dos Aliados e junto à Câmara a actual Praça General Humberto Delgado. Também esta era calcetada com a "Calçada Portuguesa".
Tendo como pano de fundo as obras das Cardosas, a Menina Nua - Obra do Escultor Henrique Moreira em 1929 - e a Estátua de D. Pedro IV, que um dos famosos autores do novo espaço não percebia porque raio tinha de estar de cu para a Câmara e por isso queria mudá-la. Ignorância de quem não sabe história.
Alguém lhe deve ter dito que esta posição voltada para sul tem duas razões: A afronta ao absolutismo lisboeta, representado pelo irmão D. Miguel e a luminosidade solar. Admira-me que um arquitecto tenha feito uma observação tão estúpida, porque é uso pelo menos em toda a Europa praticar-se esta posição. Embora à noite, esteja totalmente às escuras. Como escuro é todo este espaço, valendo-lhe as luzes dos edifícios do Banco de Portugal e da Caixa (o antigo BNU). Pobre D. Pedro, provàvelmente um dia, o povo vai fazer uma nova subscrição desta vez para te alumiar.
A Estátua foi paga em grande parte por subscrição pública e foi construída para comemorar o 30º aniversário do desembarque das tropas liberais. É da autoria do francês Calmels e foi fundida em Bruxelas.

Foi colocada a primeira pedra do pedestal em meados de 1862 na Praça, então chamada Nova, posteriormente de D. Pedro e hoje é da Liberdade. A inauguração deu-se em 19 de Outubro de 1866, com a presença do seu neto D. Luíz I.
Para amenisar a feieza do "chão", os topos de alguns edifícios ao longo da Praça/Avenida são de uma beleza extraordinária. Eu o digo e escrevo. Se ninguém concordar, está no seu direito.
A Torre da Câmara também está incluída, embora o céu estivesse da sua cor. Tem 70 metros de altura.
A Abundância e os Meninos, também da autoria de Henrique Moreira, de 1931
A Menina Nua - A Juventude - e a Câmara lá ao fundo. O edifício foi projectado pelo Arq.Correia da Silva, com alterações posteriores do Arq. Carlos Ramos e começou a ser construído em 1920, ficando operacional apenas em 1957. É uma obra da Cooperativa dos Pedreiros, que andaram a trabalhar de "borla" durante muito tempo. Li isto no site da Coop, há algum tempo. A fachada é de granito retirado das pedreiras de S. Gens e Fafe no início do séc. XX e é decorada com uma dúzia de esculturas, da autoria de José Sousa Caldas e Henrique Moreira representando as várias actividades ligadas desde sempre ao Porto, como a viticultura, a industria e a navegação. Os interiores são em mármore e granito, ricamente decorados. Este texto recolhi-o na Wikipédia.

Lá no fundo, estará a Estátua de Garrett, (?) sempre escondida por qualquer coisa. Sim, porque estes espaços foram criados não para o Povo, contràriamente ao que prometeu Rui Rio, mas para dar dinheiro. E mainada. Quem não estiver de acordo que vá dar banho ao cão, lá no lago.
Mais alguns pormenores de edifícios















sexta-feira, 7 de maio de 2010

11 - Beleza de Hotel no Porto

É verdade. Há pouco tempo foi inaugurado mais um Hotel e no centro da cidade. Visto da Rua de Passos Manuel, ali a 20 metros do Coliseu, quási nem se dá fé dele.. Quando muito pode-se ter uma visão atravez dos recortes desta bela fachada. E que linda que ela é. Tanto a vista como a fachada, claro. Mais uma relíquia em ruínas, de que ninguém quer saber há anos. Mas convém estar assim bem aprimorada. Pode ser que caia em breve. Pelo menos que seja à noite, quando a cidade está deserta. Porque se for de dia lá vai haver desastre. Rui Rio e Companhia infelizmente não estarão entre os acidentados. Isso é certeza. Mas deveriam ser os primeiros a dar o exemplo e levar com as pedras. Força Rui, venham os automóveis e os aviões. O resto que se f...lixe.