Pesquisar

Mostrar mensagens com a etiqueta Avenida Aliados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Avenida Aliados. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

207 - Comércios novos em velhos Comércios

Depois de deixarmos o Café Piolho que tantas recordações trouxe a amigos que me enviaram mensagens de saudade, continuamos na zona, concretamente no Carmo que faz parte da memória da Cidade do Porto há centenas de anos. Era uma área do Campo do Olival e que a partir de 1619 se começou a designar Carmo.
Lá estão as Igrejas dos Carmelitas e de Nossa Senhora do Carmo mais o seu Hospital, o quartel da GNR nas instalações do velho Convento do Carmo, o Hospital de Santo António e a Escola de Ciências Biomédicas em edifícios que são um marco da arquitectura centenária da Cidade.
Mais histórias existem do Carmo e Carmelitas sobretudo durante as invasões napoleónicas (1809)  onde as tropas invasoras se alojaram e saquearam o que era Carmelita e se trataram no Carmo.

Vamos visitar a Garrafeira do Carmo, no gaveto da Rua e Travessa do Carmo a qual se chamava em 1755 Viela dos Poços das Traseiras da Cordoaria e quatro anos mais tarde passou a Rua.
Em conversa agradável como o actual dono, o senhor Ramos, a dona a quem comprou o edifício, senhora na altura com mais de 80 anos, disse-lhe que já a bisavó morava aqui. Presume-se que a casa terá a sua origem no século XVIII.
 O alvará de comércio mais antigo que se lhe conhece data de 1904 e era de uma sapataria. Posteriormente foi latoaria (funileiro em Portuense) e depois uma charcutaria e mercearia fina, a Casa Ramos. A Garrafeira foi inaugurada em 1990.
Foram mantidas as estruturas iniciais embora se tivessem feito obras grandes, pois a casa precisava delas.
 Mobiliários bem adaptados, obras de arte, fotos, cartazes antigos, peças de utilidade doméstica e de comércios estão à disposição dos olhares de quem gosta apreciá-los.
O sortido de bebidas nacionais e estrangeiras para venda é grande. Destaque para os vinhos portugueses e especialmente para a enorme variedade dos Vinhos do Porto, onde encontramos relíquias com séculos.
Um prazer olhar à nossa volta, e sentir a gentileza como fui recebido. No intervalo, sempre se ouvem conversas com clientes. E posso confirmar que os preços comparados com os das grandes superfícies, da mesma marca, são bem inferiores.
Deixo a sugestão para compras aos amigos que nos visitam. Variedade, bons preços e gentileza. E fazem entregas ao domicílio.
Espreitem a página http://www.garrafeiracarmo.com/

A história do Carmo foi colhida nos escritos do Prof. Germano Silva.

Vamos para a baixa, mais concretamente à nossa Sala de Visitas.
Na Praça da Liberdade, o Café Imperial - que já não o é e não deveria ter sido permitido colocarem-se as letras da nova proprietária, pelo menos com este destaque - foi um símbolo da Cidade na Baixa.
Foi inaugurado na década de 30 do século passado, destacando-se de imediato a Águia Imperial da autoria do escultor Henrique Moreira (Avintes, 1890-1979) que tantas obras deixou espalhadas pela Cidade do Porto, incluindo os Meninos da Avenida.
A imponência da fachada do Imperial ainda nos anos 70/80 
(foto recolhida na página de Susana Faro - http://www.porto24.pt/memoria/viagem-ao-centro-porto/ )

No interior mantêm-se as decorações originais. Espelhos de Cristal e por cima um friso de baixos relevos em gesso representando motivos de dança, também da autoria de Henrique Moreira, mas mudaram-lhe as cores originais.
 Ao fundo por cima do enorme balcão e área de serviço, um vitral representando o ciclo do café, do Grão à Chávena, da autoria de Ricardo Leone, vitralista que recuperou a arte do vitral em Portugal, falecido em 1971.
(Ver  http://sigarra.up.pt/ffup/pt/web_gessi_docs.download_file?p_name=F-1152441855/O%20Vitral.pdf )
Hoje o extraordinário vitral encontra-se parcialmente escondido dos olhares. Comparar com o pormenor da foto, em baixo.
Foto recolhida em http://porto-desaparecido.blogspot.pt/2014/07/cafe-imperial.html 

 A iluminação está muito diferente, bem como o mobiliário. Sofás de couro estavam ao longo das paredes. Não sei se desde a origem mas sentei-me muitas vezes neles.
Ao fundo a entrada para os andares. 

Para irmos ao salão dos bilhares, tínhamos de passar pelos "engraxadores", uma fila de várias cadeiras,  já não me lembro de quantas,  que tinham sempre clientela para puxar o lustro aos sapatos.
Foto recolhida na página do amigo http://doportoenaoso.blogspot.pt/

Fui um frequentador assíduo deste café durante anos. Primeiro no salão de bilhares que existia, creio, no segundo andar e mais tarde na salão do café, principalmente após a saída do trabalho para o cimbalino do relaxe. Na altura do 25 de Abril era à porta que se compravam os jornais da tarde para saber as últimas. Saudades do Norte, conforme apregoavam os ardinas.
Aqui conheci Virgínia Moura.
No andar inferior, totalmente modificado agora, era um restaurante bem frequentado. Ali recebi uma festa-jantar de despedida ofertada por companheiros de trabalho nos anos 70. O prato foi Polvo à Bordalesa.

No passeio do outro lado, já na Avenida dos Aliados, encontra-se o Guarany. Conhecido como o Café dos Músicos, pois era aí que paravam esses profissionais antes e depois dos espectáculos diários que se ofereciam à noite na Cidade nas muitas e diversas casas.
Isto sou eu a contar pelas recordações que ouvi do meu Pai. Mas é verdade porque na página do Café lá está referido em destaque.
Inaugurado em 29 de Janeiro de 1933, foi obra do Arquitecto Rogério de Azevedo - já escrevi neste espaço sobre o homem e parte da obra dele. A decoração foi de Henrique Moreira.
O nome do Café relembra os índios da América Meridional e é uma alusão ao Brasil dos anos XX , o primeiro produtor mundial de Café.
O Café Guarany teve um período difícil a partir dos anos 80. Foi recuperado em 2003 , restaurados mobiliários, candeeiros, apliques, cobres. Quase voltou aos anos 30 do século anterior.
A pintora Graça Morais ( n.1948 em Vieiro - Vila Flor - Trás-os-Montes ) produz os painéis Os Senhores da Amazónia para a inauguração pós recuperação.

De destacar o ÍNDIO, relevo em mármore de Henrique Moreira.
Foto recolhida na página do Café Guarany.
http://www.cafeguarany.com/pt/Utilidades/Homepage.aspx

Outras fotos recolhidas na página do Café



Meus amigos, leitores e seguidores. Minhas amigas, leitoras e seguidoras.
É mais uma página de interiores e não só, de estabelecimentos comerciais da minha-nossa Cidade do Porto que podem apreciar. Boas visitas.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

179 - Crónica de uma tarde com saudades

Quatro finalidades quatro, levaram-me ontem ao centro do meu Porto.
1. Comprar medicamentos. 
2. Aproveitar e medir as tensões e pulsações. O que me deixou semi-alarmado.
3. Comprar remédio para o frio, que sempre é mais barato nas mercearias tradicionais do que nos hiperes à minha porta. Leia-se Bagaço.
4. Experimentar a máquina do Zé Catió.

Praça D. João I. Ao centro, o mercado de artesanato.
Enquanto esperava a vez de ser aviado na Farmácia, tinha 10 clientes à frente, fui caminhando por ali próximo e batendo umas chapas para ver como era. Bem mexo na máquina, mas é coisa que não é para a minha mão. Altas tecnologias, de peso muito leve, enfim, bem diz o Zé que também não sabe tocar naquilo.
Desde a Loja do Dragão para a Sé
Com zoom's ela abre a luz. Normal, é uma escuridão danada. O defeito deve ser meu. Mas depois de me aviar na Farmácia, dei umas voltas.
Como tinha de ir buscar o outro remédio em Fernandes Tomáz, lá fui subindo Sá da Bandeira e olhar as árvores douradas das quais já tinha saudades. Para ficarem assim douradinhas na foto, tive de lhes dar uma ajuda extra...

Voltei na direcção da entrada do Bolhão por Fernandes Tomáz e não podia deixar em falta a Castanheira
Claro que tinha de entrar no Bolhão mas com outra finalidade. Não é que me deram uns desejos de Leitão ? Então fui espreitar a loja para comer uma sande, mas ou porque o Leitão já tinha acabado estava fechada. Mais uma foto agora para ver o que dava o contraste da frutas. A barraca na sombra, mas muito pobre. A foto. Mas os dióspiros não enganam. São mesmo dos nossos. 
A sombra à barraca. Contra-luz.
Entre um telefonema ao Bioxene, que prometeu a sua presença no dia 11 no Bando do Café Progresso mas só depois das 20 h (atenção Bandalhos...) e outro ao Peixoto que estava a chegar ao Porto para umas comprinhas, lá fui olhando o Mercado e a pensar quando será remodelado.

Já que estava ali, quis aproveitar e ver como a máquina Samsung made in China - Zé, não tenhas dúvidas, descobri a etiqueta - se portava com os azulejos da Capela das Almas.
No caminho descobri o Emplastro, escondido no meio da multidão. Olhei em volta para ser a razão da sua presença por estas paragens e descobri um casal com aquelas máquinas tipo reportagem de TV. E ele pronto para a fisgadinha, fumando um cigarro à entrada do metro. Fiquei-me por ali à cuca. Ou a fisgadinha já tinha sido feita ou ele desistiu, o que não acredito. Acabou de fumar o cigarro e amandou-se pela escadas do metro.
Na lateral da Capela das Almas, fiz várias fotos em zoom de alguns pormenores dos azulejos. Como disse, para ver como resistiam as fotos. Nada mal, diga-se de passagem.
Entretanto fiquei a recordar a lição que o meu amigo Júlio, há dias de visita ao Norte do nosso Portugal, me deu sobre esta arte do azulejo. O estudo que o desenhador e pintor teve de fazer, para idealizar o formato perfeito para baterem certos os remates junto às paredes e janelas; as tonalidades que idealizou e saber a cor que elas tomariam depois da cozedura para formarem o painel perfeito. Enfim, coisas de mestre que temos obrigação de aprender. 
Santa Catarina para Norte, e o fumo do carvão e das castanhas a assar.
Finalmente ao encontro do Peixoto. De Sá da Bandeira, a Torre da Igreja da Trindade entre as luzes.
E uma olhadela aos Cavalos que vão mas não vão saltar a Rua desde o alto do Edifício do Comércio
O antigo edifício do Leão das Louças - não o conheço com outro nome - reflectindo nos vidros da horrorosa marquise um pormenor das traseiras do Palácio do Comércio.

Encontrado o Peixoto, fizemos as nossas compras e demonstrei-lhe o meu desejo pelo Leitão. A dúvida ficou entre a Confeitaria do Bolhão e o Pedro dos Frangos. Adoptamos por este último que por sinal não tinha Leitão.
Não tinha Leitão mas tinha Frango. E daí para aproveitar para mais umas fotos desgovernadas, com e sem flash. E colocar a conversa em dia.

Merenda desfeita, noite fechada, fiz companhia ao Peixoto até à Avenida e aproveitar para bater umas fotos mais. À falta de melhor, pousar a máquina num dos pilares do tanque e fazer pontaria a ver o que dava. Bem, a cor é horrível e nada tem a ver com a da amostra junta. Que foi ajudada para parecer mais bonitinha 
Acho que esta foi feita sem apoio. Já não me lembro.
E não é que a máquina se negou a bater mais fotos ? Sem bateria, zás. Esta foi a última. Da Avenida até à Praça.
A parte central continua um deserto. Vamos a ver se o novo Presidente da Câmara manda dar um arranjo a essa coisa.

Regressei ao Bolhão, enfiei-me num autocarro... e só acordei em Valongo. Na rua da Câmara. Nada a fazer se não voltar para trás.
Mas matei algumas saudades.

Se amanhã correr bem, vou visitar o meu amigo Álvaro. O das Gatas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

147 - Olhando para trás

Quando a preguiça aperta, dou-me uma qualquer desculpa e então ponho-me a olhar para trás a espreitar o que fiz para um dia recordar.

Dou voltas à net para encontrar histórias e escritos de Portuenses menos preguiçosos do que eu e me deixam ler o que escrevem e assim roubar os seus escritos para colocar nas fotos que faço dos meus passeios.

Sim, fotográfo (é uma maneira de dizer, clicar no botão da máquina é mais correto) "ao calhas", porque um dia logo se verá para que serve a imagem gravada.

Bom, a nossa Sala de visitas, a Praça da Liberdade-Avenida dos Aliados, parece que esteve muito bonita na época do Natal. Francamente, com tanto que fazer nessa época (leia-se tomar uns copos com os amigos) não passei por lá. Nem o fogo de artifício pela TV - Porto Canal - vi na passagem do ano. Já não tenho idade para essas coisas.
Mas sempre que olho para ela, comparando de como a conheci em qualquer época do ano, durante dezenas de anos, todos os dias, fico triste. Deram muitas voltas a este espaço, principalmente por causa do trânsito automóvel, mas o seu centro sempre esteve engalanado para receber não só os Portuenses como a quem nos visitava.
Até teve um enorme espaço subterrâneo destinado a quem precisasse de descarregar as suas necessidades fisiológicas, fosse homem ou mulher. E se bem me lembro, também existiu um espaço destinado aos empregados da Carris-STCP, como zona de apoio e descanso.
Portanto, não vale a pena bater mais nos ceguinhos RUI RIO - SIZA VIEIRA e ao Metro da Região, porque tudo teve de ser "arrumado". Infelizmente, muito mal arrumado. Penso eu de que...

Olhando as minhas pequenas coisas e vendo-as com as dos amigos, juntei estas duas fotos publicada em http://foiassimk.blogspot.pt/

Este meu amigo teve uma vivência quási diária da recuperação da Zona Histórica.

Fundou-se na Cidade acho que em fins da década de 70 ou princípios da de 80 do século passado, uma coisa chamada CRUARB. Destinou-se o organismo à recuperação da Zona Ribeira-Barredo e se não estou em erro estendeu-se a outras Zonas Ribeirinhas da Cidade. Essa coisa ajudou a levar a Zona Histórica (e não só) a Património Mundial da Humanidade.

A recuperação foi feita casa a casa, rua a rua, de toda (ou quási) Cidade medieval, chamemos-lhe assim.

Lògicamente, a Câmara Municipal era a interessada (afinal, a Câmara somos todos nós, os Portuenses) e tentou integrar os antigos habitantes nas suas casas a rendas compatíveis. Até à chegada do Senhor Rui Rio, o novo senhor feudal da Cidade, que achou terem-se gasto muitos milhões de escudos sem proveito e logo desactivou esta entidade em 2003 para criar uma outra em 2004 com o nome de PORTO VIVO-SRU ou IHRU que mais parece uma sociedade secreta porque até hoje não é reconhecida como verdadeira parte interessada, realmente, dos interesses dos munícipes mas sim de entidades particulares. E segundo parece, nem sequer estatuto jurídico tem. Mas eu não entendo nada dessas coisas, porque sou um simples Portuense de gema.
Quem tiver paciência para essas coisas pode interessar-se por descobrir http://www.portovivosru.pt/

Fotos em tempo de inverno
Felizmente a Cidade continua a ter e mais do que nunca a visita de milhares de turistas. Quantos de nós, blogueres anónimos, temos contribuído mais do que os responsáveis da Cidade, para isso ?

Rua do Bonjardim, junto da antiga Cervejaria Stadiun.
Porquê deixar degradarem-se estes edifícios, que estão neste estado
há anos.

ex-Solar do Conde de Bolhão
Há anos que o edifício entrou em recuperação para albergar a Academia Contemporânea do Espectáculo e o Teatro do Bolhão. Uma fase foi concluída segundo me apercebi. E o resto ? Será que há más vontades ? da Escola, da Câmara, da Freguesia ? Coisas à moda do Porto.
Famosa é a estátua de Mercúrio colocada lá no alto a quem colocaram uma pulseira, ou será uma relógio (?) a contar o tempo tipo Projectos Polis ?

Que fazem os edílicos nos seus gabinetes para recuperar a Cidade das muitas doenças que ela tem ? e da sua promoção ? que propõem de investimento para a Cidade tão carenciada? e porque não tentam trazer para a Cidade os seus habitantes naturais e outros que eventualmente estivessem interessados nela habitar ou investir ?
Basta olhar os orçamentos da Cidade dos últimos anos e para o do corrente ano.
Diz o sr Presidente Rui Rio que a Cidade tem agora uma noite como nunca se viu. Mas será que ele vem à Cidade à noite ? É à Cidade dos bêbados e arruaceiros da zona dos Clérigos a que se quer referir ? Pobre Cidade que perdeu mais de 10% dos seus habitantes no espaço de tempo em que é Presidente da Autarquia.
E os que vêm de fora para se divertir só encontram os Clérigos, Carmelitas, Galeria de Paris ?
Claro que temos outras pequenas manchas de diversão, mas feitas à custa dos  particulares, que não com a ajuda da autarquia para divulgação do Porto à Noite.

Mas adiante, que o tempo é de paz e ele (o Sr. Presidente dos Automóveis) já vai embora este ano. E oxalá venha alguém que nos mereça e não seja de outra banda.
Foto do "Monumental" em princípios de Dezembro
Mas não se pode esquecer a degradação deste "Monumento" que é o edifício de António Lopes de Almeida Cunha, projectado pelo arquitecto M.Soa.
Para o Tripeiro, além da ruína, os nomes não nos dizem nada. Também não encontrei qualquer referencia para melhor elucidação. Para o caso não interessa nada, mas diz-nos muito se nos lembrarmos da Pensão Monumental. Da Avenida dos Aliados 

Este é um rótulo igual aos que se colavam nas malas dos clientes e uma referência para quem era muito viajado. Foi arrematado num leilão há dias por 1 euro (200 escudos e 482 cêntímos se bem me lembro da conversão Esc-€).

Um anúncio publicitado numa Revista, esqueci de anotar qual, mas creio que o recolhi num destes espaços: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/. ou
Houve também um famoso Café no local e com o mesmo nome, cuja esplanada se estendia pelo passeio da Avenida dos Aliados. Podemos ver uma foto horrível e ler a notícia no (CafésDoPorto.pdf.texto.pdf) de Maria Teresa de Castro Costa.

Mas como era bonito este texto de 2005:

"Hotel ficcionado" ressuscita Pensão Monumental

CasaPorto e SRU juntam-se na requalificação da antiga pensão dos Aliados. Espaço inaugura hoje com uma mostra de "design" de interiores.

O conceito e o espírito apresentados pela CasaPorto agradaram aos responsáveis pela SRU – Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana. "Tínhamos como objectivo instalar a exposição CasaPorto 2005 na Foz ou na Boavista já que o 'target' é a classe alta", explica ao JPN João Silva, da CasaPorto e responsável pela requalificação da Pensão Monumental situada em plena Avenida dos Aliados.
Não inventei nada, está em
Cá está a dita SRU-Porto Vivo. Nada a declarar, a não ser que o edifício continua cada dia mais em ruína.
Navega há uns tempos largos na net uma foto das Pontes Luís I e Pênsil. Atribuída a George Tait. Será um familiar dos Tait dos Vinhos do Porto e últimos donos da Casa Tait-Quinta do Meio, na Rua de Entre Quintas, junto aos Jardins do Palácio e à Quinta da Macieirinha-Museu Romântico ?
Francamente, custa-me a acreditar que seja verdadeira esta foto. Já tentei pedir ajuda a quem talvez saiba destas coisas. Mas fico-me pelo que leio. O Tabuleiro inferior da Ponte D. Luís, (chamemos-lhe assim) foi inaugurado em 31 de Outubro de 1888 e a Ponte Pênsil foi desmontada em 1887. É certo que o Tabuleiro superior foi inaugurado em 31 de Outubro de 1886, mas só posteriormente o tabuleiro inferior veio a ser construído.
Não será importante, mas gosto de saber ao certo estas coisas e de não enfiar barretes.
Dos Tait desta casa não encontro cronologia e a única informação disponível é que foi comprada por William Tait em 1900. Do George, apenas aparece por aí como jogador de futebol irlandês, salvo erro, desse tempo, mais ou menos.
É certo que a Quinta e Casa foram vendidas por Muriel Tait - não sei quem é ou foi, a Senhora, já que a Wikipédia dá-nos conta de imensas Muriel Tait, tudo em língua de camone, - à Câmara do Porto para aí instalar o museu de numismática, o qual já há muito tempo que deixou de existir aqui. Os jardins são públicos. A última vez que visitei o interior, o aspecto da Casa e Jardins, francamente, tudo me pareceu abandonado, em ruínas.
O que resta da Ponte Pênsil. Os Pegões do lado da Cidade do Porto. Não sei porque razão os do lado de Gaia foram destruídas. Os Gaienses saberão ?
Adiante.

Escrevia-me há tempos um amigo, referente à minha postagem sobre a abertura da Avenida da Ponte, que lhe parecia estranho estar um edifício em ruínas desde esse tempo. Pois é caro amigo. Como pode ver nas fotos acima, especialmente feitas há cerca de dois meses para o amigo confirmar a ruína.

Café Brasil
Poucos de nós, Portuenses e aqueles que desembarcam - ou desembarcaram - em S. Bento vindos de outros paragens, ligam alguma importância a este simples Café.
Para ser franco, também desconhecia a sua história e não entrava nele há muitos anos. E só aconteceu porque os urinóis debaixo das Escadas que ligam 31 de Janeiro à Rua da Madeira estavam fechados e eu precisava de desaguar águas.
Pois este Café tem imensa história. Inaugurado em 1859 era frequentado por uma elite de políticos, escritores e intelectuais da Cidade, como Guilherme Braga, Paulo Falcão, Sampaio Bruno, Arnaldo Leite, Ramalho Ortigão. Que tinham as suas mesas de dominó privativas e denominadas a dos Cardeais e a dos Indígenas.
Imagem e textos no pdf antes referido dos CafésdoPorto.

Num "trabalho" anterior - que não neste espaço mas em formato PPS - referi o Elevador do Barredo. Embora não esteja incorrecto totalmente, também o podemos chamar Ascensor da Ribeira. Mas a verdade é que o seu nome de baptismo é Elevador da Lada, conforme está escrito em azulejos à entrada da casinha.
Mas o nosso hábito portuense de darmos o nome que melhor se ajusta ao local ou às coisas, vai passando e é a melhor referencia para localizarmos algo.
Um exemplo, nunca dizemos vou apanhar o autocarro à Praça Almeida Garrett mas sim vou apanhar o autocarro a S. Bento.
 
Infelizmente a serventia deste Elevador é pequena, a não ser para os pequenitos e familiares que frequentam o Centro Social do Barredo. São cerca de 130 escadas mas poupam as suas ainda frágeis perninhas.
Não sei a data certa da sua inauguração mas deve ter sido nos princípios dos anos 80 do século passado.
Infelizmente, há uma porta sempre fechada que não nos permite subir ou descer por este lado para/ou do alto do Barredo. Dizem que é uma precaução para que alguma criança do Centro não possa sumir-se.
Claro que esta obra foi da responsabilidade da tal coisa chamada CRUARB, bem como a requalificação do largo onde se insere e das ruas adjacentes. Coisas sem importância a partir de 2003. Esteve o Elevador inoperacional entre 2008 e 2010, sabe-se lá porquê. Na altura disseram-me que a Câmara o fechou porque energúmenos o vandizavam.
A subida, embora pequena, vale a pena, pois podemos olhar os telhados da Ribeira, o Rio e Gaia de maneira diferente e as Pontes a montante do Douro. E é grátis, pelo menos até ver.

No morro da Lada, vêm-se umas hortas que dão uma aspecto diferente ao local.

Entrando pelos Arcos da Ribeira, junto às "Alminhas da Ponte", encontramos o tal largo ou terreiro reabilitado. Presumo que lhe chamam Largo da Ribeira. Ao fundo a casinha da entrada para o Ascensor.

Atravessando a Ponte Luíz I, neste caso pelo tabuleiro inferior, encontram-se uma série de aloquetes (nome nortenho a estes objectos que ajudam a fechar e à segurança de algo e que no sul de Portugal lhes chamam cadeados), que normalmente representam como uma jura de amor. A novidade não será grande, mas francamente, sinto-me comovido ao ver estes pequenos objectos com dedicatórias.
É como aquele beijo para nunca mais esquecer...

Infelizmente, quando se quer fazer um boneco artístico à la minute, nem tudo pode sair bem. Estes aloquetes tinham um simbolismo especial escrito. Não deu para fazer o boneco artístico com nitidez, mas paciência.

Nos muros da Igreja do extinto Convento de S. Francisco, no início da Rua da Alfândega Nova, ou Nova da Alfândega, ao certo não sei como se chama, existe um antigo Oratório - anteriormente estava na Rua de S. Francisco - que pertencia ao Convento dos Grilos. Eram cinco os Oratórios e estavam nas Ruas por onde passava a Procissão do Senhor dos Passos, na Quaresma, organizada pelos frades do Convento (Grilos é nome Portuense centenário, correctamente é de S. Lourenço). Hoje existem apenas dois. Este e o que está em S. Sebastião. Presume-se que algumas imagens terão vindo de outros oratórios, os extintos. É edifício de Interesse público (http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1098), mas a realidade é que o interior está péssimo de conservação. O de S. Sebastião não. As imagens são muito expressivas e vale a pena olhá-las. E devem ter uns anos largos de vida.

Uma imagem quási de fim de ano
Desde a circunvalação em S. Roque até às Antas.
A partir de Rio Tinto.
Foi uma noite gelada em que o Porto esteve próximo do negativismo...