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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

57 - Da Restauração ao Infante, via Foz

Depois de uns tantos dias de chuva seguidos, na quinta-feira 13 o sol apresentou-se pleno de luz e o ar mais ou menos límpido. Sem qualquer programa definido, entre autocarros e eléctricos, meti pés ao caminho, que me levaram até ao Carmo. Um esticão até à Restauração para ver se havia alguma coisa de novo. Nada de especial, mas sabe-me bem ficar ali por Sobre o Douro olhando as Ruínas do Convento de Monchique e Gaia lá ao fundo.
Mas também se olha para cima para ver o morro do Palácio, a Casa do Roseiral e as Palmeiras da Califórnia. Faltam duas na imagem, mas não se pode ter tudo.
Mais abaixo, recordei os meus tempos de menino, olhando o caminho que trepava para entrar no Palácio sem pagar os 10 tostões da ordem. Hoje o muro está bastante alto e com uma pala que protege os passantes das derrocadas que possam acontecer. No alto, o Castelo.
Em frente, ou quási, reparei nesta placa com um poema (?) de José Viana. Presumo que se refere ao falecido artista de teatro e pintor. Francamente, não gosto nada do texto, principalmente dos dois versos. Ainda por cima com uma referencia a Lisboa.
Como lá vinha o eléctrico, resolvi esperar por ele para seguir até Massarelos. Depois fui de 500 até à Foz.
Uma jovem oriental, saltava de um lugar para o outro de máquina em punho. Bonito.

Saudades do mar que já não via há uns dias.

Numa tarde agradável é bom gozar um pouco de sol e saborear a lourinha da ordem.

Caminhar pela Foz Velha e apreciar alguns dos edifícios que ainda restam do princípio do século passado, construídos aquando da abertura daquelas ruas e ruelas.
Casas pequeninas que outrora eram alugadas aos veraneantes que íam do Porto e não só, a Banhos para a Foz.
A Foz Velha ainda tem o seu encanto.


Na marginal, esta ruína é que não condiz nada com o ambiente geral.

O mar sempre alteroso entre os Faróis de Felgueiras e o do novo promontório.

O espaço dos Homens no Urinol misto do Jardim do Passeio Alegre.

Avenida D. Carlos I. Que foi Avenida das Palmeiras até 1949. Hoje é conhecida apenas pelas Palmeiras. A título de curiosidade, D. Carlos I - penúltimo Rei de Portugal - e sua esposa, a Rainha D. Amélia, apadrinharam o nascimento do Futebol Clube do Porto em 28 de Setembro de 1893, data em que os monarcas também comemoravam a data do seu nascimento.
No arranjado espaço junto ao Rio, ainda se conserva a tradição da pesca desportiva nas Palmeiras.
O Jardim do Passeio Alegre, antigo local onde os pescadores guardavam e consertavam as suas redes. É um jardim romântico, oitocentista, que demorou cerca de 20 anos a construir.
Igreja de S. João Baptista, ou de S. João da Foz, do séc. XVII, mas tendo sofrido várias alterações ao longo do tempo. Está localizada no alto de uma pequena subida iniciada próximo do Jardim.
A Barra do Douro ao final da tarde. Presumo que este Farolim não é o da Cantareita. Assunto para investigar no futuro.

Alguns edifícios na Rua do Passeio Alegre

O Pôr do Sol e a Foz do Douro, desde o Jardim do Calém

Aves residentes e/ou imigrantes no Rio Douro

A Ponte da Arrábida ao final do dia. Em primeiro plano, o antigo Cais do Ouro, aguardando há anos por uma solução de requalificação.
Observar e fotografar as Aves é um prazer.
Do eléctrico para o Infante, obtêm-se panorâmicas lindíssimas da Ponte da Arrábida e de toda a orla fluvial.
Já não há luz do dia no Infante. Pormenor voltado para a Arrábida.

Um último olhar voltado para o Cais de Gaia.
Desejo-vos, caros amigos e visitantes, muitos e belos passeios.

terça-feira, 27 de julho de 2010

31 - Observatório das Aves - Lordelo do Ouro

Na parte ribeiririnha do Jardim do Calém, em Sobreiras e mesmo junto à foz daquele ribeiro fétido, cheia de todo o lixo que se possa imaginar, ( uma limpeza da Câmara ou da Junta de Freguesia, de vez enquando, era aconselhável) está uma placa referenciando o Observatório das Aves. Construída em ferro a imitar ferrugem (será que é bonito ?. Visto a alguns metros de distância parece um pedaço de sucata...) tem do outro lado um banco e uma placa com o desenho das aves e as suas características, comuns naquela zona. Assim está escrito.
Para melhor se observarem as aves, está lá este binóculo, que alguém disse ter sido construído provàvelmente só para estrábicos. Um possível observador chegou a procurar uma ranhura pensando que aquilo só funciona com moeda.
Mas nem tudo é mau. Uma bonita vista sobre a Ponte da Arrábida e os barcos navegando no Douro.
Do outro lado do Rio, começa a bela Afurada, com a sua Igreja logo à entrada.
O Douro estava na "reponta", podendo ver-se o grande areal e a flora que serve de refúgio (?) às aves.

Do outro lado, a Afurada e uma grande vontade de atravessar o Rio para ir comer um rojão ao Machado

Mas de aves, só vi gaivotas e pombas. Também sem os binóculos não podia exigir nada.Costumam andar, quer dizer, também a nadar, pelo Douro, uns patos, mas é normal vê-los mais para os lados da Cantareira ou então junto ao cais da lancha que faz Lordelo/Afurada.
Pescadores de cana e anzol lá estão entretidos no meio do rio
Gaivotas não faltam...
...Carrinho de bébé, pneus e outros lixos também não


Do outro lado, acabaram as casas da Afurada e começa o areal que nos leva ao Cabedelo.

Convido para um passeio de eléctrico ao longo da marginal do Douro, desde o Infante até ao Passeio Alegre. Ou vive-versa.