Bem isto ao caso porque o sr. Manuel Flórido, ex (?) -jornalista do Jornal de Notícia, leu o meu escrito nº 28 e então teve a gentileza de ir fotografar a Igreja da Ordem do Terço, em Cimo de Vila, e ofertar-me as fotos. Melhor dizendo, oferecê-las à comunidade internautica, isto é, ao mundo.
Fê-lo após o serviço religioso, mas aconteceu-lhe ter de suportar aqueles olhares esquisitos e talvez uma ou outra "boca", (a que já estamos habituados) de quem não compreende que o que fazemos é por amor. É divulgar o que é nosso, mostrá-lo. Que interessa ter coisas com séculos de existência se ninguém sabe ?
Bom, ficam aqui as fotos do meu novo/velho amigo esperando que apreciem as belas-artes (mais algumas da minha cidade) expostas.





Todas as fotos são de Manuel Flórido
Por curiosidade, aqui ficam também os "registos" do edifício.
Desconhecendo-se o autor da obra, a fachada, em granito lavrado, ostenta elementos rocócó e o interior é decorado com estuques e talha. O retábulo da capela-mor data de 1776 e é da autoria de José Teixeira Guimarães. (Wikipédia).
A igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade, situada na Rua Cimo de Vila, foi atribuída, por Robert Amith , ao arquitecto Nicolau Nasoni.
A fachada, nas suas linhas gerais semelhante à da igreja da Órfãs, é de granito.
A nave é forrada com azulejos amarelos-brancos de relevo e as paredes são estucadas e com pinturas. O retábulo, obra de Teixeira Guimarães, é do género do de S. Nicolau, da Vitória, ou de S. João Novo ( todas do século XVIII). (página da Irmandade da Ordem do Terço)
A fachada, nas suas linhas gerais semelhante à da igreja da Órfãs, é de granito.
A nave é forrada com azulejos amarelos-brancos de relevo e as paredes são estucadas e com pinturas. O retábulo, obra de Teixeira Guimarães, é do género do de S. Nicolau, da Vitória, ou de S. João Novo ( todas do século XVIII). (página da Irmandade da Ordem do Terço)
O templo foi construído durante a segunda metade do Séc. XVIII. Foi dedicado a N. Srª do Terço, cuja imagem era até então venerada num oratório, próximo da actual Igreja. A decoração da fachada contém elementos rocócó e é atribuída a João Joaquim Alão. Nela sobressai o janelão central em forma de resplendor. (página da Câmara Municipal do Porto)
Com tantas dúvidas sobre o autor (ou autores ) do projecto da Igreja, resta-nos apreciar o que chegou até aos nossos dias. O que já é muito bom.













Posteriormente a Câmara tomou posse e colocou-o à venda em hasta pública, sendo o seu comprador Manuel Cardoso dos Santos, um abastado negociante com fortuna feita no Brasil e que se comprometeu em acabar a fachada. Após a sua morte, por herança o edifício passou para a viúva e filhas.
A partir desse momento passou a ser conhecido como o Palácio das Cardosas (referente às Senhoras)bem assim como o passeio anexo que tomou o mesmo "apelido" popular.
O edifício está localizado na Praça da Liberdade, primitiva Praça Nova antes da abertura da Avenida dos Aliados que nos leva à Câmara Municipal. Na esquina com a Praça Almeida Garrett - em frente à Estação de S. Bento - existia o Café Astória, talvez centenário nesta altura do século e que segundo li vai ser reconstruído no mesmo local. Era famoso não só como ponto de encontro, mas também pela comodidade do seu mobiliário.
Existem, ou pelo menos supõem-se que haverá subterradas várias ossadas de gentes importantes da cidade. Recolhi esta frase do Dr. Eugénio de Andréa da Cunha e Freitas, citada pelo nosso grande mestre e historiador da Cidade, Germano Silva: "… agora, na Casa de Deus, em vez dos honrados frades de Santo Elói, estão os gordos e opulentos senhores da Finança e da Indústria, perturbando, na febre do negócio e do lucro, o eterno descanso de tantas cinzas veneráveis que ali jazem…" . Presumo que se terá referido ao período em que o edifício foi ocupado por sucessivas entidades bancárias.
Aspectos das obras, há cerca de 2 meses, vistas dos Loios/Trindade Coelho.
.png)






















