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sábado, 22 de setembro de 2012

141 - O Porto em Miniaturas

Ia-me fugindo a exposição já há meses patente numa secção dos antigos armazéns da Estação de S. Bento, do lado da Rua da Madeira. A entrada é pela gare da Estação, à esquerda, junto ao primitivo cais da Linha 1.


Parece que terminará amanhã, dia 23. Talvez vá ser exposta noutro local.

Esta é a História do autor, projectista, arquitecto, empreiteiro, construtor, enfim, do Homem que realizou esta obra.
Tanto quanto se lê e eu depreendo, a Colecção pertence ou pertencia ao senhor Adão (Oculista) que a cedeu à Porto Social,  ( http://bonjoia.org/p/fundacao/mensagem ) e esta por sua vez a cedeu à empresa de publicidade e marketing Soluções com Pinta para promover a sua divulgação.
Logo, deve gerar lucros para uma empresa privada, pois esta não anda a fazer favores a ninguém e muito bem, mas são uns dinheiritos a menos que entram para a Fundação, que, transcrevo: é uma instituição de direito privado sem fins lucrativos, com personalidade jurídica, estatutos aprovados, instituída pela Câmara Municipal do Porto com a Missão de “Promover a Inclusão e a Coesão Social” no Concelho do Porto
Na recepção, apenas uma gentil senhora, que não sei se pertence à empresa privada se à Fundação ou a outra entidade.
Cá vão fotos de algumas maquetas, conforme lhe chamam.

Quiosques
Embelezavam jardins, praças, locais públicos. Vendiam-se neles tabaco, jornais, bebidas, artigos de papelaria, selos de correio, flores.
No Porto ainda existem alguns dos antigos, reconstruídos, mas creio que não estão abertos.
Origem da palavra é turca - Kosk

Igreja de S. Roque, à Corujeira em Campanhã e Igreja Românica de Cedofeita.

Urinóis públicos. Na Fonte da Rua Chá, do lado esquerdo, na Rua Cimo de Vila existia um urinol, há bem pouco tempo desactivado.

Outra bela maqueta de uma peça muito útil de mobiliário urbano. Há alguns urinóis ainda em funcionamento. O mais vistoso e elegante é sem dúvida o do Jardim do Passeio Alegre. Não conheço interiormente o do das senhoras.

Igreja de S. João da Foz

Casa apalaçada em Ramalde que não conheço.

Conjunto Monumental da Sé

Igreja e Torre dos Clérigos

O Antigo Palácio de Cristal, Jardins e Lago
Uma obra destruída por um estúpido presidente da Câmara do Porto, coronel militar.
Para construir o Pavilhão dos Desportos, vulgo cogumelo.

Ponte Pênsil.
É uma pena ser tão desproporcionada

Estação de S. Bento
Um extraordinário trabalho

Uma vista de parte da exposição

Outros pormenores

Um Presépio curioso

Este é o bilhete da entrada. Esqueci de perguntar se a terceira idade tinha desconto. Sei que as crianças até 10 anos não pagam. Mas para as Finanças do meu pobre País lá fiz mais uma contribuição de 37 cêntimos. Se fosse para o bem da cultura, como diria Churchil, cortar em tudo menos nela.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

127 - O Aljube e Exposições

Sou um visitante relativamente assíduo do Edifício do antigo Tribunal da Relação e do Aljube do Porto, na Cordoaria, e actual sede do Centro Português de Fotografia.
Uma das razões que lá me levam, são as exposições que periodicamente exibem. Para além do Museu e a exposição permanente sobre a Fotografia e a relação com os detidos.
De entre as quatro exposições que estavam em exibição no dia da minha última visita (uma delas já terminou) destaco duas:

 Uma, sobre as Mulheres de Camilo, aberta até 24 de Junho.
Opções de vida e obra do grande autor, discutíveis mas sempre assumidas.
Foi neste edifício, na cela S. João, que Camilo esteve preso devido aos seus amores "ilícitos" com Ana Plácido, sendo ela também aqui prisioneira. Na exposição, pode-se ver a capa da primeira edição do Amor de Perdição, escrito na sua cela.
A exposição retrata as nove mulheres que mais marcaram a personalidade de Camilo, lê-se no folheto distribuído.

Mas o mote é Ana Plácido, a mulher que mais tempo passou junto a Camilo e que reuniu o que todas as outras foram para ele.
 Sua mãe, também lembrada, que o deixou órfão muito cedo.
Texto do folheto é da autoria de Maria de Lourdes Ferraz in Mulheres de Camilo.

A outra exposição tem o título E Ainda Vejo os Seus Rostos, Fotografias de Judeus Polacos.
Está aberta até 3 de Junho.
É uma exposição itinerante vista em várias Cidades do Mundo.
Tudo começou com um apelo de Golda Tencer em 1994, (actriz, directora da Fundação Shalon, nasceu em Lodz, na Polónia.) - ( esta parte é de minha iniciativa. Se estiver errado é defeito da compreensão da tradução) - pedindo fotos de judeus polacos. Chegadas não só da Polónia mas de todo o Mundo, foram já mais de 9.000  as fotos recebidas.










As Enxovias à volta do Pátio dos Presos acolhe esta magnífica exposição fotográfica. Legendada em Português e Espanhol. Inclui uma passagem de slides e musica de autores Judeus. Não sei se Polacos.

Para além das Exposições e do Museu da Fotografia (fabuloso), recomendo uma visita a este edifício. Podem ler alguns pormenores no meu escrito nº 69.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

124 - Banco de Materiais

Ando pela Praça de Carlos Alberto com alguma regularidade. Mas pelo menos uma vez por mês é sagrado. Ou não esteja ali próximo o Progresso onde pára a rapaziada do Bando.
Como sempre digo, podemos passar dezenas de vezes num local e nem reparar o que ele possui. E aconteceu comigo.
Há precisamente oito dias, fui fazer umas fotos que me faltavam na zona de Carlos Alberto e reparei que no Palacete dos Viscondes de Balsemão está um Banco de Materiais em exposição e desde Dezembro de 2010.
Este Banco de Materiais, aberto ao público, mostra os mais variados exemplares decorativos e construtivos da arquitectura portuense como azulejos, estuques, ferros, telhas, cartelas, etc.

São materiais recolhidos de edifícios degradados, a demolir ou a alterar, com a finalidade de se devolverem à Cidade. São ofertados pela Câmara os elementos repetidos, especialmente azulejos, a quem deles se possa servir com o fim de os aproveitar devidamente.
Todas as peças expostas estão devidamente referenciadas, algumas com o nome dos arquitectos, as fábricas ou oficinas que as produziram, o local onde estiveram instaladas e data de origem

Os meus amigos se quiserem ver e ler mais em pormenor as referencias, é só clicar nas fotos e elas ampliam o suficiente para tal efeito

Os materiais de maior raridade e significado cultural destinam-se ao fundo museológico, para fins didácticos e pedagógicos.



Telhas de beiral em faiança, decorativas, que ainda podem ser vistas em algumas casas, por exemplo no Muro da Ribeira. Não dá trabalho nenhum levantar o pescoço e olhar para o alto. Formam uma espécie de telhado avançado, belíssimo. A informação onde as podemos ver, foi-me prestada já há uns tempos por uma senhora - não sei a sua actividade profissional - na Casa do Infante. Porque são peças do séc. XIX, os moradores têm muita vaidade em as possuírem.
Telhas protegidas em vitrinas. Peças raras e antiquíssimas.

Ornatos em estuque, provenientes de uma das mais importantes oficinas da Cidade, a de Avelino Ramos Meira, que se localizava no número 236 da Rua do Rosário. Fechou as suas portas em 1999.
O espólio desta oficina foi ofertado à Câmara do Porto pelos herdeiros de Ramos Meira em 2001. Este espólio é constituído por centenas de peças, das quais 784 em gesso. Incluem-se modelos para aplicação directa, moldes ou matrizes, fôrmas ou contra-moldes, que se destinavam à reprodução em série.
Presumo que este painel esteve num edifício na Rua da Alegria,
uma fábrica de meias de senhora, salvo erro, já demolido.
Seria nas traseiras do Shoping cuja entrada está colada à Capela da Almas
em Fernandes Tomáz.
O meu amigo J.Teixeira vai com certeza dar a sua opinião.

Referente à azulejaria portuense, destaca-se a sua evolução desde a utilização dos azulejos importados do séc. XV/XVI (hispano-árabes) até à sua produção para o revestimento de Fachadas.

Entrada grátis. Aberta todos os dias com excepção de Domingos e Feriados. 10/12H - 14,30/17,30H

Elementos de texto respigados do folheto da Exposição e em


Uma nova exposição acabou de abrir hoje neste local com o nome Marcas de Granito. Presumo ser um complemento do Banco de Materiais