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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

266 - A Estátua de D. Pedro IV

Lembrei-me dum facto muito interessante ao rever fotos antigas do meu arquivo.
A minha primeira máquina digital foi comprada em 10 de Março de 2007 e curiosamente avariou 3 anos depois no mesmo dia e mês.

Com brinquedo novo, andava eu entretido a fotografar a cidade na altura em que a estátua do D. Pedro IV estava em restauro.
Quando retiraram os tapumes, descobriram que os baixos relevos em bronze simbolizando duas partes da vida do Rei, tinham sido roubados.
Os primeiros baixos relevos, os originais, eram em mármore e só mais tarde se fizeram os de bronze.
Recorreram a fotos para fazer moldes e produzir novos baixos relevos que foram colocados no local posteriormente.
Será que nunca mais apareceram ? E como foi possível que durante o restauro ninguém deu fé que desapareceram  ? Mistérios...

Outro facto sobre a Estátua.
9 anos separam estas duas fotos.
Nas faces estão representadas as Armas do Porto e dos Braganças e esta é a que nos interessa. Reparem nas fotos.
Não estarei errado se escrever que a cabeça da águia foi partida há mais de cinco anos. A foto superior foi feita em meados de Janeiro de 2016. Já enviei estas e outras fotos anteriores - sem a cabeça - para vários organismos e para a Câmara Municipal chamando a atenção.
Não sei se a águia já tem ou não uma cabeça nova. Já não vou à baixa há um ano. Mas quase aposto em que está igual.
Depois digam-me


terça-feira, 1 de julho de 2014

188 - Ainda a Estátua do Porto

Já me referi anteriormente à Estátua do Porto e às suas andanças. Volto a ela, porque mudou de lugar. Mais uma vez. E ainda bem.
A história desta estátua começa por casualidade, creio que em 1818.
A Câmara Municipal adquiriu um palacete na então chamada Praça de D. Pedro (anteriormente já havia tido outros nomes) para instalar os seus serviços. Foi decidido que no cimo do frontão fosse instalada uma jarra de pedra. Por qualquer motivo desconhecido, acabou por se optar por uma estátua de grandes dimensões (Prof. Germano Silva). Há quem visse nesta opção, o propósito de reabilitar a figura do Porto, que Almeida Garrett refere no seu O Arco de Santana.
Esse Porto era uma pequena escultura em pedra, um achado arqueológico provàvelmente anterior à época romana, representando um guerreiro. Andou por uma casa nas Eiras - mais ou menos onde se encontra a actual Rua Chã - passou depois para os Açougues, próximo da Sé até que desapareceu sem deixar rasto.
Não nos interessa por agora o que aconteceu à Praça de D. Pedro-actualmente é a Praça da Liberdade -, mas quando se iniciaram as obras para a abertura da Avenida dos Aliados o edifício da Câmara foi demolido em 1915 e a estátua passou para o Largo da Sé.
Embora não seja muito referido, (li apenas e num espaço do qual não me lembro) mas lembro-me do meu Pai me mostrar o Porto no Largo do Actor Dias. Antigo Largo da Polícia. 
Posteriormente passou para os Jardins do Palácio de Cristal.
Escreve o Prof. Germano Silva que primeiramente para o início da Avenida das Tílias e depois próximo do Roseiral. Francamente tenho a ideia de a ter visto na Mata, próximo do Castelo. Para o caso não é grave.
Junto às ruínas preservadas da Casa dos 24 ou da Câmara, o arquitecto Fernando Távora, reconstituiu-a com uma Torre (a que chamamos o Mamarracho) colocando por trás a Estátua de castigo. Para que o Povo visse o Porto estátua e o Porto cidade. Ninguém via nada, porque raramente alguém entra na torre a não ser um ou outro turista. E eu para chatear as funcionárias cheias de sono.
Neste Posto de Turismo não podemos fotografar. Aquelas pedras devem ser verdadeiras relíquias cheiinhas de valor em euros que podem ser roubadas. É este o argumento em qualquer local público. Só A TV pode entrar.
Mas um verdadeiro artista sempre consegue algo, quando mais não seja registar os vidros imundos da fachada psicadélica
Diga-se de passagem, que sendo uma delegação de Turismo da Cidade, pouco ou nada temos lá a fazer. Oferecem uns mapas da Cidade e deixam pegar em toda a publicidade em folhetos de particulares que estão lá aos milhares. Se perguntarmos onde é o Beco dos Redemoinhos ali a dois passos, olham umas para as outras e encolhem os ombros.
Consegui uma única vez passar os cordões que fecham as escadas, para ver uma exposição fotográfica e a maqueta da cidade meia a desfazer-se.
Estas fotos é que são verdadeiras relíquias pois já tem mais de meia dúzia de anos. E feitas com a velha Olympus made in china em cima da barriga. Ninguém deu fé das fotos porque a máquina não fazia clique.
Mas como o arquitecto Fernando Távora disse que se viam os Portos (Estátua e Cidade) é sempre bom recordar as vistas que se avistavam de dentro da vistosa torre.
Foto recente após a transladação do velho Porto Estátua
Encontra-se agora bem perto do local onde primitivamente foi instalado(a) há quási 200 anos. É certo que estava ao centro da Praça, bem no alto. Agora está junto ao chão e a um canto. Não sei se um arquitecto (só poderá ser um profissional deste ramo) lhe arranjaria um lugar mais digno, por exemplo no enfiamento com  a Estátua do D. Pedro. E condizente com as outras estátuas da Avenida. Mas isso são leigos portuenses a pensar de que...
Pelo menos, o ex-Presidente Camarário D. Rui Rio fez algo de importante antes de deixar o poleiro. Tirou a Estátua do nobre guerreiro do castigo a que esteve votada cerca de 20 anitos.

sábado, 3 de abril de 2010

4 - Ainda a Estátua do Porto

Pois como disse o meu amigo Adriano Moreira, sempre consigo driblar os Seguranças para fazer um "boneco".
Pois aqui está o "PORTO" visto do interior da pseudo Casa da Câmara ou dos 24. Hoje, Posto de Turismo da Câmara Municipal na Sé. Como se nota, a limpeza dos vidros não existe, a vista para a Cidade é quási nula, (lá ao fundo está a Vitória) e o que se (não) vê é feiíssimo. Passem por aqueles lados e confiram.

quinta-feira, 25 de março de 2010

1 - A Estátua do Porto

Conheci bem novo, pela mão de meu pai, esta estátua a que ele chamava o Soldado Porto, localizada junto às Muralhas Fernandinas nos Guindais e posteriormente no Bosque do Palácio de Cristal, junto ao Torreão a que o Portuense chama Castelo. Curiosamente, ela hoje está de costas voltadas à Cidade, mesmo por detrás do edifício que pretende ser a reconstituição da primitiva Casa da Câmara ou dos 24. Uma vergonha.Em cima, pormenor da Estátua e em baixo a sua colocação nas traseiras do pseudo edifício da Casa da Câmara ou dos 24 Resolvi pesquisar a origem desta estátua e encontrei apenas um artigo no Jornal de Notícias de 5 de Dezembro de 2004, cujo autor infelizmente desconheço, mas não andarei longe se disser que é do Germano Silva.
Não sei se houve um Soldado Porto. Mas esta estátua a que me refiro, foi mandada construir para ser colocada nos antigos Paços do Concelho em 1819, o qual se encontrava entre o que é hoje a Praça da Liberdade e a Avenida dos Aliados, tendo sido demolido para a abertura desta avenida. Foi seu autor o mestre pedreiro João Silva, de Pedrozo (presumo que actual Pedroso, Vila Nova de Gaia)


Antiga Praça Nova, com o edifício dos Paços do Concelho em fundo. Se ampliarem a foto, vê-se nitidamente a figura estatuária do Porto. Foto roubada do blogue http://www.brisadareosa.blogspot.com/


Voltando ainda à Estátua, deixo aqui parte do artigo acima referido, para quem gostar destas estórias:

Quando a Câmara comprou o edifício da Praça Nova (actual Praça da Liberdade), para nele instalar os seus serviços, e mandou proceder aos necessários arranjos, foi decidido que no cimo do frontão do edifício, como remate, seria colocada "uma jarra de pedra", como muitas outras que embelezam as frontarias de outros edifícios, com a diferença de que esta devia atingir proporções fora do vulgar, dada a imponência da fachada em causa. Mas em vez da jarra acabou por se optar, não se sabe com que fundamento, por uma estátua. Houve quem visse nesta opção um propósito de reabilitar a antiga figura do "Porto" a que alude Garrett no "Arco de Sant'Ana".
... recordamos aqui o trecho em que se alude à estátua "... cá estamos junto à veneranda estátua do velho Porto que, rodeado de assopradas tripas, olha, como do próprio trono, para sobre os domínios da sua jurisdição..."
O enredo do romance em causa remete-nos para o Porto do século XIV e a estátua estaria, por essa altura, sobre a porta do Matadouro Público, o "Açougue Real", que ficava junto ao Castelo da cidade, ou seja, em pleno Bairro da Sé, sensivelmente onde é hoje o Largo de Pedro Vitorino.
Vários estudiosos da história do Porto, entre os quais se conta o dr. Magalhães Basto, admitem a hipótese de a estátua a que alude Garrett ter inspirado a figura do "Porto" que foi colocada no cimo do edifício da Praça Nova. Mas não há documento que o garanta.

Lido isto, bom seria que a Câmara Municipal colocasse a Estátua do Porto num local condizente com a sua estória. E valham-nos todos os autores que nos dão a conhecer belas peças sobre a nossa cidade.