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terça-feira, 27 de julho de 2010

31 - Observatório das Aves - Lordelo do Ouro

Na parte ribeiririnha do Jardim do Calém, em Sobreiras e mesmo junto à foz daquele ribeiro fétido, cheia de todo o lixo que se possa imaginar, ( uma limpeza da Câmara ou da Junta de Freguesia, de vez enquando, era aconselhável) está uma placa referenciando o Observatório das Aves. Construída em ferro a imitar ferrugem (será que é bonito ?. Visto a alguns metros de distância parece um pedaço de sucata...) tem do outro lado um banco e uma placa com o desenho das aves e as suas características, comuns naquela zona. Assim está escrito.
Para melhor se observarem as aves, está lá este binóculo, que alguém disse ter sido construído provàvelmente só para estrábicos. Um possível observador chegou a procurar uma ranhura pensando que aquilo só funciona com moeda.
Mas nem tudo é mau. Uma bonita vista sobre a Ponte da Arrábida e os barcos navegando no Douro.
Do outro lado do Rio, começa a bela Afurada, com a sua Igreja logo à entrada.
O Douro estava na "reponta", podendo ver-se o grande areal e a flora que serve de refúgio (?) às aves.

Do outro lado, a Afurada e uma grande vontade de atravessar o Rio para ir comer um rojão ao Machado

Mas de aves, só vi gaivotas e pombas. Também sem os binóculos não podia exigir nada.Costumam andar, quer dizer, também a nadar, pelo Douro, uns patos, mas é normal vê-los mais para os lados da Cantareira ou então junto ao cais da lancha que faz Lordelo/Afurada.
Pescadores de cana e anzol lá estão entretidos no meio do rio
Gaivotas não faltam...
...Carrinho de bébé, pneus e outros lixos também não


Do outro lado, acabaram as casas da Afurada e começa o areal que nos leva ao Cabedelo.

Convido para um passeio de eléctrico ao longo da marginal do Douro, desde o Infante até ao Passeio Alegre. Ou vive-versa.












segunda-feira, 19 de julho de 2010

30 - Ruas históricas do meu Porto - III- Madeira e Loureiro

Para completar o percurso que me propus mostrar, este é o terceiro episódio de uma viagem, que acaba quási onde o primeiro começou.

Estamos na Praça da Batalha, vindos do Cativo e entramos na Rua da Madeira, tendo à esquerda a Rua do Cimo de Vila. Na esquina, antes era o lindo e elegante Grande Hotel da Batalha. Hoje é um hotel de uma cadeia internacional.
Quando começamos a descer, logo deparamos com uma "ruína", mas nada de desanimar.
São de uma velha fábrica desactivada há umas dezenas de anos. E para ali está sem solução.

Por aqui desciam também as Muralhas Fernandinas. Do lado esquerdo. Ultrapassemos este primeiro declive e como é bela esta vista que se nos depara sobre o casario e os Clérigos.
Esta foto foi obtida no dia 1 de Maio de 2007,
com a minha velha e perdida Olimpus made in china.
A Rua da Madeira só tem este nome desde 1902. Anteriormente, não sei desde quando, chamava-se Calçada da Teresa. Depois das escadas, a rapaziada encostada ao varandim de ferro, olhava para o "90", sempre fechado, pois era "casa" só para gente de posses.
Actualmente existem prédios em ruínas e outros bem conservados. Há quem diga que são as traseiras dos edifícios da Rua 31 de Janeiro. Até pode ser, mas as entradas são independentes, pelo menos dos que eu conheço.
Foi famosa esta artéria antiquíssima. Do lado esquerdo, por dentro das muralhas, havia o antigo Convento de S. Bento de Avé-Maria, edificado nas Hortas do Bispo, no séc. XVI. Após as extinções das ordens religiosas foi entrando em ruína e demolido em finais do séc. XIX. Agora é a Estação de S. Bento. Há uma dúzia de anos atrás, aos domingos de manhã, realizava-se aqui uma feira, denominada dos Passarinhos (actualmente está localizada no Largo Mártires da Pátria, na Vitória, entre os Clérigos e o Aljube.) Dizia-me o meu irmão que era linda, pela quantidade e variedade de aves que se negociavam. Era uma feira clandestina, tolerada pelos serviços municipais e onde se vendia gato por lebre. Falo de ouvir dizer. Nunca a visitei.
Aqui haviam imensos despachantes de mercadorias, os chamados recoveiros. Transportadas por caminho de ferro para/e terras do Minho e Douro. Os seus escritórios eram as tascas que existiam ao longo da rua, onde se almoçava e jantava a preços económicos. Mas também se bebia um copo e comia um petisco ao longo da tarde. Restam poucas desse tempo. O Quim, o Viseu e mais duas ou três.
Saímos da Rua da Madeira, atravessamos o átrio da Estação de S. Bento e vamos dar à Rua do Loureiro. Aparece a primeira vez na toponímia portuense em 1701. Era aqui que ficava a entrada da Igreja do Convento, dizem que acolhia uma maravilha de arte, mas foi totalmente destruída. Foi famosa nos anos 60/70 derivado ao seu comércio de electrodomésticos e aparelhagens de som. Aqui se comprava barato o auto-rádio, nos velhos temos em que isso era um luxo.
Mas também era famosa pelos seus restaurantes, petisqueiras e mercearias de luxo. No Onix lanchei/jantei muitas vezes, antes das aulas nocturnas na velha Oliveira Martins. Os rojões, o fígado de boi de cebolada, o bacalhau frito, o polvo em molho verde, o buxo e a orelheira, as tripas enfarinhadas, um nunca mais acabar de petiscos excelentes, que com dois copos a sair dos pipos eram uma refeição barata.
Remodelou-se esta casa nos anos 70, deixando o aspecto de tasco e nunca mais foi a mesma. Foi vendido um espaço ao "Italiano dos 300" e hoje está fechado. É a vida...
Mas é obrigatória a entrada na Pastelaria A Serrana. Impressionante a beleza do tecto e do interior, com lindíssimos frescos, relevos, figuras decorativas, espelhos, quadros e um varandim em ferro com delicados desenhos.
Tem mais de 100 anos esta decoração, restaurada há pouco tempo. A não perder uma visita.
Pegado, temos este vistoso prédio sempre decorado com as bandeiras de Portugal, que abriga um restaurante/petisqueira que faz jus à tradição de se comer bem no Porto. É um dos meus locais preferidos.
Mas ainda existem duas ou três, não direi mercearias ricas, mas bem fornecidas de queijo e charcutaria.
Um prazer para o olhar - primeiro - e gosto depois.
O comércio já não é o que era, mas ainda é bem frequentada a rua do Loureiro. Negoceia-se mas os artigos chineses estão em maioria.
Como disse no 1º capítulo, isto são ruas sem princípio nem fim. Começam e/ou acabam umas nas outras, cruzam-se, angulam-se e aqui estamos a chegar ao princípio. Isto é, à Rua Chã.
Um último olhar para trás, com a Estação de S. Bento à direita.
















29 - Ruas históricas do meu Porto II - Cativo e Portas do Sol

Voltando às ruas "vielas" que os turistas não frequentam, mas nós tripeiros e gentes daqui bem próximo o fazemos e em continuação do meu escrito anterior, relembro que estamos dentro da velha Cerca Medieval, ou Muralhas Fernandinas.
Faço propositadamente uma batota só para localizar, a quem se dignar seguir-me, onde estamos. Mas não liguem à fraca qualidade das fotos. São feitas de passagem, com luz a favor ou contra, guardadas para um dia, como hoje, falar da história da minha cidade (pobre de mim falar de coisa tão séria ...) e das minhas recordações.
Então vamos olhar a última torre das Muralhas Fernandinas desde a "nóvel" rua Augusto Rosa (homenagem ao grande actor), e do parque fronteiro ao antigo edifício do Governo Civil. Só para uma localização.
Agora que estamos localizados, por detrás do antigo edifício do Governo Civil segue a Rua das Portas do Sol. Pois era por aqui que as muralhas passavam. Para além da esquadra da Polícia da Sé - se não estou em erro - há uns edifícios bem recuperados e outros a desfazerem-se. Como os estatais (ou camarários ?), já referidos num dos meus primeiros escritos/fotográficos. E Portas do Sol porquê ? Porque existiu próximo, uma porta nas Muralhas para a entrada e saída da Cidade com esse nome. Creio que este nome toponímico vem desde essa época - séc. XIV. Nada me elucida.

Ficando de costas para as Portas do Sol, caminhemos para a Praça da Batalha e à esquerda encontramos a Rua do Cativo, já referida em 1492, mas como viela. O nome de rua veio-lhe em 1743. E que vai dar ao Largo da Rua Chã. Era um dos meus passeios da juventude com a "malta", porque tinha uns bares bem simples onde a par da cerveja barata podíamos olhar os "manequins" da época sem ninguém chatear. Se a memória não me falha, o mais badalado era o da "Teresa". Pegadinho, era um fabricante de Bilhares e jogos de mesa, vulgo matraquilhos. Creio que se chamava Progredior. E claro, haviam as pensões do "sobe e desce".
Prédios com vários andares, alguns deles a pedirem reformas urgentes.
Na esquina, do lado esquerdo encontramos as traseiras do Hospital da Ordem do Terço e à direita as do Teatro Nacional de S. João. Novamente em restauro. A qualidade da sua pedra e a pintura assim obrigam.
Aqui temos duas travessas. As do Cativo e do Cimo de Vila. Perpendiculares.
À direita o Hospital da Ordem do Terço, do séc. XVIII.
Em frente, um edifício meio degradado, do séc. XIX, que já albergou um restaurante de certa qualidade e preços bem em conta. Outros tempos...
Esta parte da cidade menos "velha", entrando já na Praça da Batalha, tem edifícios que foram propriedade de gente fina.
Pormenor do Hospital da Ordem do Terço

E porque logo ali temos o Teatro Nacional de S. João, onde a grandes filmes assisti, bem refastelado nas suas cómodas cadeiras forradas a veludo vermelho, aqui deixo um pouco da sua estória.
Foi o actual edifício construído em 1911 sobre as ruínas do anterior, destruído num incêndio em 1908, e que foi inaugurado em 1798 com uma peça teatral.
O prédio actual não tem uma definição de estilo, mas é de uma imponência grandiosa, especialmente a sua frontaria. O interior foi decorado com pinturas e esculturas de grandes nomes das artes.
É um dos edifícios de maior relevo da Cidade do Porto.










domingo, 18 de julho de 2010

28 - Ruas históricas do meu Porto - I - Ruas Chã e Cimo de Vila

Esta é a primeira parte de um roteiro que fez parte do burgo medieval e profundamente ligado à História do Porto. Não é frequentado por turistas estrangeiros, mas era e ainda não vão muitos anos, visitado frequentemente por gentes dos arrabaldes do Porto.
Mas vamos por partes e comecemos pelo princípio, embora estas ruas não tenham nem princípio nem fim.
Quem vem da Sé e atravessando a antiga Avenida da Ponte, agora D. Afonso Henriques, pelo lado esquerdo, entra na Rua Chã. Chamada de Chã das Eiras já em 1293. A origem do nome Chã, deveu-se ao seu traçado plano e pavimentado, grande e espaçoso. Posteriormente passaram a chamar-lhe Viela da Cadeia. Julgo que terá sido no séc. XVIII. Já aqui falei da Cadeia que ficava em S. Sebastião ? Casa da Câmara ? Era quási em frente. Voltarei de novo a esse tema, um dia destes. Mais não sei mais porque não descobri.
Digamos que só durante a minha Juventude descobri esta Zona. Até essa atura era-me interdita pelo meu pai. Mas continuando. Entrando na rua, à esquerda, num lindo prédio recentemente restaurado derivado a um incêndio, (presumo ter pertencido a gente da "alta" pois tem lá um brasão bem conservado) localizava-se o Café Derby, que juntamente com o Café Royal, quási em frente, era local de poiso das meninas que se faziam à vida e que os nossos olhos de "meninos" comiam com gulodice. Era um dos meus poisos para tomar o café fim de tarde, antes de seguir para a Universidade Ó Martins, ali bem próximo, onde estudei à noite.
No mesmo correr um pouco à frente, a Casa Caius, editores de postais ilustrados e centro de vendas de instrumentos musicais. Quando lá ía buscar "originais" para reproduzir em postais, deliciava-me com os músicos a experimentar (?) os instrumentos. (Alô Jorge Felix. Lembras-te desta Casa ?)
A Rua entope num largo, o da Rua Chã, com duas ou três árvores que o refrescam em dias de calor. Para a esquerda é a Rua do Loureiro. Depois lá iremos.
Para a direita, vamos encontrar a Rua do Cativo - fica para outros apontamentos futuros - e para a esquerda lá está a famosa Rua do Cimo de Vila.
Mesmo na esquina das duas ruas está lá a velha fonte de 3 bicas, sobre a qual não há maneira de encontrar referencias. Logo a seguir o urinol também secular (?), hoje uma coisa fétida.
Neste local existiu uma casa apalaçada, o Paço da Marquesa (talvez por isso este largo tenha tido essa toponímia, é dedução minha) coisa fina, que vem desde o séc. XIV, foi residência de alguém importante da Igreja, mas foi mudando de donos e destruído (ou roubado ?) todo o seu recheio que parece ter sido valiosíssimo. Todo o prédio sofreu transformações, mas não há referencias.
Creio, mas não afirmo, que me lembro da Pensão Marquesa que aqui existiu. Velhas memórias... O resto que sobrou do edifício, azulejos valiosos, puf, foram-se.
Seguindo o mesmo correr, encontramos a "velha" Casa Crocodilo. O maior comerciante de solas e cabedais da cidade. Import-Export dos longínquos anos 50/60. Chegou a vender bolas de desporto e equipamentos logo a seguir ao 25 de Abril. Quantas vezes fiz companhia ao meu compadre e afilhado Russel Trindade, que Deus tenha, quando à segunda-feira vinha de Lordelo, Paredes, às compras.
Claro que depois íamos para os copos. Mas isso é outro negócio...
Famoso nesta Casa, o crocodilo de 5 metros lá dependurado do tecto. Segundo a lenda, comprado a uma Senhora que veio do Brasil e o trouxe de lá. E moradora na Avenida da Boavista. Quem sabe, não terá sido à Senhora Viscondessa de Lobão.
Para o caso não interessa nada e prossigamos.

Uma vista de Norte para Sul, da Rua Cimo de Vila. Mas ainda não escrevi sobre a sua origem. O nome advém-lhe por ser o ponto mais alto no extremo da cidade. Recordemos que estava no interior das Muralhas Fernandinas (ou Cerca Medieval). Mas se bem compreendi nas minhas pesquisas, também se terá chamado Travessa dos Estravados. Li sobre um toponímico (será este o nome de alguém estudioso sobre a biografia das ruas ?) que disse "deve-se corrigir Cimo de Vila, porque não é nada..."). Bom, não se imagina a mudança de nome desta artéria com séculos de vida.
Do lado direito de quem sobe, está a Igreja do Terço, iniciada a sua construção em 1759. Entrei nela quando era um menino talvez dos meus 8 a 10 anos. Como quási todas as Igrejas de Irmandades está fechada.
Mas a Rua de Cimo de Vila era um oásis para os apreciadores duma boa "pinga". Restaurantes populares e Tascas não faltavam. E também o importador de tabacos, onde fui algumas vezes comprar as cigarrilhas que o meu primeiro patrão Armando Monteiro (Jarmelo de nome artístico) fumava. Que cheirinho aquelas coisas deitavam...
E que saudades d'O Museu dos Presuntos, do velho Louro, destacando-se de todas as outras tascas. Com a sua figura imponente tipo Nero Wolfe, ( no mínimo eu dar-lhe-ia 150 Kg. e 1,80 metro de altura por 2 metros de largura, embora nunca o tenha visto em pé) sentado na mesinha da caixa registadora, sem fálas mas deitando olhares sobre a clientela, o silêncio dentro daquela casa era impressionante. Entravas pela porta de vai e vem num local escuro, pedias, comias e bebias, pagavas na caixa, e saías calmamente pela porta de vem e vai. Das 8 horas à meia noite. Não sei se fechava ao domingo. Não se ouvia uma palavra do Louro, como não sei se era nome ou apelido devido à sua terra natal, ali para os lados de Famalicão.
A quantidade de presuntos dependurados do tecto era tal, que nos admirávamos como se aguentavam. Tanto o tecto como os presuntos A gordura que deles caía era aproveitada no pão da sande, que abríamos por baixo e aparávamos, para lhe dar mais paladar. Também levávamos com ela na cabeça e na roupa.
Na sala do primeiro andar, amesentei-me algumas vezes para comer aquele bife. Principalmente quando a mãe dava uns trocos e autorização para almoçar "fóra" ao sábado.
Hoje é uma tasca "limpinha", com uma dúzia de presuntos (espanhóis ?) pendurados, e já não se ouve chiar a torneira dos pipos de vinho despejádo para os copos.
(Estas estórias terão continuação, mais tarde ou mais cedo, num dia destes. A minha Cidade também merece ser conhecida pelas vielas onde o turista não vai mas nós ainda vamos)












sexta-feira, 16 de julho de 2010

27 - A Casa da Câmara ou dos 24

A Casa da Câmara - ou dos 24 - é um edifício que está construído muito próximo da Sé do Porto, mais comummente conhecido pelos portuenses como o Mamarracho da Sé.
O Porto Turismo, um sitio da net da Câmara Municipal diz que está errada esta designação. Mas não nos diz porquê. Aliás, nem vale a pena procurar alguma coisa nos sítios da Câmara que pouco nos elucidam.
Então, vamos à Wikipédia e a http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiga_Casa_da_C%C3%A2mara_(Porto) e recolhemos alguma coisa.
A Antiga Casa da Câmara, também conhecida por Casa dos 24, é um edifício, recentemente restaurado, onde funcionou a vereação municipal do Porto.

Parte do edifício junto à Sé

A sua origem remete para o século XV, sendo erguida encostada à Muralha Primitiva da cidade. As suas funções eram de representação do senado ou assembleia da Câmara, considerada como primeira sede do poder autárquico ou municipal e era designada por Torre da Rolaçam (i.e., torre da relação).
A designação popular de Casa dos 24 deve-se ao facto de aí se reunirem os 24 representantes dos vários mesteres (ofícios) da cidade do Porto.

A porta existente nas ruínas do edifício primitivo. Vista de S. Sebastião
Vista interior
Ruínas do edifício primitivo
Pormenor do edifício primitivo
Era construída em cantaria de granito com cem palmos de altura (cerca de 22 m) e guarnecida de ameias. Possuía vários sobrados contendo no seu interior elementos artísticos de grande qualidade. Evidenciava entre outros, um exemplar tecto dourado no salão nobre superior.
Serviu, posteriormente, de cadeia e asilo para prostitutas e sem abrigo, entrando em ruína.
Em 1991 as ruínas dos antigos Paços do Concelho foram alvo de obras de reabilitação e arranjos de cariz urbanístico, pois encontrava-se em perigo de derrocada. E, em 1995 surge a necessidade de reabilitar as suas funções dando origem ao projecto do arquitecto Fernando Távora. A sua reconstituição pretendia imortalizar os longos anos de vida e de história da cidade do Porto, recordando assim o glorioso passado da cidade.
O actual edifício da Antiga Casa da Câmara é constituído por uma estrutura de paredes em U que assenta sobre parte da ruína existente.
O edifício é limitado por três lados, abrindo-se o quarto numa parede envidraçada, ilustrando visualmente as vistas da cidade.
Como se pode ver, as aberturas com vistas para a cidade pela parede envidraçada, mostra-nos a Estátua do Porto, de frente para o vidro - sempre sujo - e de costas para a Cidade.
Se não fosse a parte superior da Torre dos Clérigos, poderíamos fàcilmente imaginar que estávamos em qualquer lugar do mundo. A sujidade é da tal parede em vidro e não da objectiva.
Descendo as escadas que vêm da Sé encostadas às ruínas, entramos em S. Sebastião e podemos observar a Torre Medieval, que se deslocou uns metros do seu sítio original por questões urbanísticas.
Mas voltando à leitura da Wikipédia, copiamos esta prosa.
Esta obra de reconstrução custou 858 mil euros e foi muito controversa, alvo de denúncia à Unesco, de críticas constantes dos media e parte da cidade contesta a sua existência, embora seja também defendida por muitos.
Quer dizer que não sou só eu que lhe chamo Mamarracho da Sé