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sexta-feira, 7 de maio de 2010

11 - Beleza de Hotel no Porto

É verdade. Há pouco tempo foi inaugurado mais um Hotel e no centro da cidade. Visto da Rua de Passos Manuel, ali a 20 metros do Coliseu, quási nem se dá fé dele.. Quando muito pode-se ter uma visão atravez dos recortes desta bela fachada. E que linda que ela é. Tanto a vista como a fachada, claro. Mais uma relíquia em ruínas, de que ninguém quer saber há anos. Mas convém estar assim bem aprimorada. Pode ser que caia em breve. Pelo menos que seja à noite, quando a cidade está deserta. Porque se for de dia lá vai haver desastre. Rui Rio e Companhia infelizmente não estarão entre os acidentados. Isso é certeza. Mas deveriam ser os primeiros a dar o exemplo e levar com as pedras. Força Rui, venham os automóveis e os aviões. O resto que se f...lixe.

terça-feira, 4 de maio de 2010

10 - Convento e Igreja de Santa Clara - Porto

Anteriormente referi aqui o convento (ou mosteiro) de Santa Clara e a Igreja (Ver postagem 2). Acontece que vou deambulando e as coisas não têm um seguimento, porque sou assim mesmo. As sequências aparecem quando têm de acontecer. Mas regressei ao Largo 1º de Dezembro e ao Convento (ou Mosteiro). Então aqui vai um pouco de história.
Em 1457, o mosteiro foi concluído. Tal deveu-se a um pedido das freiras franciscanas clarissas que pretendiam substituir o mosteiro anterior, do séc. XIII, mais pequeno e modesto.
Segundo me foi contado, a construção acabou por não ter custos, pois as freiras fizeram um contrato com o construtor: As obras só seriam pagas se o prazo fosse cumprido. Como não foi...
Freiras espertas, digo eu. Se hoje se seguisse esta ordem, nenhuma das obras feitas em Portugal custariam os nossos impostos.
Mas sigamos com a história.
Com a supressão de vários mosteiros mais pequenos nas diversas localidades do País, entre o séc. XV e o séc. XVI, as freiras foram-se agregando em Santa Clara levando para lá as suas rendas, (leia-se impostos cobrados) sendo uma delas uma portagem por todas as mercadorias que passavam pelo Rio Douro. Que lucros fabulosos, digo eu.
No finais do séc. XIX, com a morte da última freira, o mosteiro foi extinto o que causou alguma degradação do edifício.

As ruínas, vistas do lado dos Guindais, nos princípios do séc. XX.
(as Muralhas Fernandinas estão em grande plano)
Posteriormente, dezenas de anos depois, o Estado Português tomou conta do Convento, ou Mosteiro. Hoje alberga várias instituições de solidariedade nacional e o Instituto Ricardo Jorge

No outro corpo do edifício, alberga serviços da Polícia, e no corpo à direita na foto (em degradação), existiu uma central dos Correios. Tenho dúvidas se este edifício pertenceu realmente ao Convento, mas garantiram-me que sim.

Passagem no Convento para a Igreja A entrada da igreja é feita através de uma porta barroca, datada de 1697 e reformulada no século XVIII, com elementos renascentistas com colunas salomónicas e capitéis coríntios.
No interior podemos vislumbrar toda a magnificiência desta igreja, toda coberta por talha dourada da primeira metade do séc. XVIII
Não há um pequeno espaço que seja, sem talha dourada. Há cerca de 25 anos, profissionalmente, visitei a Igreja. Estava em restauro, que deve ter demorado anos a fazer e custado uma fortuna. Mas valeu a pena.
A sacristia e todo o interior, incluindo o piso superior pertencente ao convento, de onde as freiras assistiam, através de janelas gradeadas, aos rituais religiosos, está interdito a visitas. Presumo que está totalmente degradado.
Ao fundo, a entrada para o Convento. Fechada

Pormenor visto do lado sul

Parte do Convento e da Igreja vistas das Muralhas Fernandinas

Entre as traseiras do Convento para sul e o espaço de passagem para as Muralhas Fernandinas, existe este elemento, que presumo tenha sido uma fonte ou chafariz. Não sei o seu valor nem a idade. Sei que poderia ser aproveitado condignamente.
É certo que está num parque de estacionamento, presumo que exclusivo para o pessoal que trabalha naquele local. Mas mesmo assim não ficava mal se estivesse mais bonitinho. É que está na passagem de quem vai passear pelas Muralhas.
Um aparte: A igreja não tem exposto os horários de visitas. Se estiver fechada provàvelmente a senhora (empregada de limpeza, cicerone, ajudanta do padre) foi lanchar. Dêem a volta por trás, entrem no centro social e perguntem.
Sobre fazer fotos, a coisa piorou. O Sr. Padre acha que alguém está a ganhar dinheiro.
Eu não, podem ter a certeza. Por gentileza da senhora e porque já sou conhecido da casa, fiz estas três interiores.
Vi turistas franceses tristes, sem poderem levar uma recordação. Para além do tempo de espera para visitar a Igreja. São coisas à pior moda do Porto.












segunda-feira, 3 de maio de 2010

9 - Praça da Batalha - Cidade do Porto

A Praça da Batalha foi desde a minha infância, um local mítico. Talvez porque tenha passado ali um pouco da minha vida infantil, em Entreparedes; mas também porque o meu pai me deu a conhecer a cultura que ela encerrava.

O Parque das Camélias, das sessões cinematográficas das quintas, sábados e domingos. E dos jogos de andebol de sete quando a modalidade se iniciou em Portugal, sendo o primeiro campeão nacional o meu velhinho Salgueiros. E claro, era o território do S. C. Vasco da Gama, de valiosos atletas de basquet (O Arlindo que ainda hoje vejo por ali com os seus quási 80 anos), do Alves Teixeira, há muito falecido (jornalista de muitos jornais e director do extinto Norte Desportivo). E que nos anos 50 aquando da primeira visita dos Globtroters a Portugal e ao Porto, colaborou na exibição dos Mágicos, pois era na altura a melhor equipe de Portugal.

E os cinemas que rodeavam a Praça: O S. João (hoje Teatro Nacional), o Batalha (ex-Novo Salão High-Life) e o Águia Douro, já desaparecido.

Muitos cafés dessa época ainda existem, menos o Águia Douro. Deste partiu o famoso Cimbalino, nome que ainda hoje a cidade com orgulho preserva, pois foi este café que serviu primeiramente em Portugal o hoje normalíssimo café expresso.

A Praça deve o seu nome, segundo a lenda, a uma batalha entre Mouros e habitantes do Porto, que perderam, sendo por isso a Cidade arrasada.

Sofreu grandes transformações e no séc. XVIII foi rebaixada e demolida a Muralha Fernandina, onde se encontrava uma das Portas de acesso ao interior da Cidade

A Praça nos princípios de 1900

À direita o edifício do Teatro Nacional de S. João, construído entre 1911 e 1920, no local onde existiu o primitivo de 1794, destruído num incêndio em 1908. Ao fundo o edifício da Messe dos Oficiais. Que foi Hotel. Ao meio, hoje Rua Augusto Rosa, passava a Muralha Fernandina.
Como grande referência da Praça, a estátua de D. Pedro V, da autoria de Teixeira Lopes, pai, inaugurada em 1866. Na imagem, ao fundo, o Palacete do séc. XVII mandado construir por José António da Silva Fonseca. Que não faço ideia quem foi. Com a fuga dos proprietários, de convicções pro-Miguelistas, o governo Liberal instalou vários serviços públicos e um Hospital. Em 1842 foi restituído aos donos. Serviu como central dos CTT e consta-se que acaba de ser vendido a uma empresa hoteleira.
Ao fundo a Igreja de Santo Ildefonso, reconstruída entre 1730 e 1739. No mesmo local onde existiam as ruínas da anterior igreja. A frontaria é revestida a azulejos de Jorge Colaço (1932).
À direita as obras de reconstrução do Cinema e Café Águia Douro, parece que para mais um hotel.

À direita o Cinema Batalha. Edifício inaugurado em Junho de 1947. Substituiu o anterior que albergou o ex- Salão (Novo) High-Life, um dos primeiros cinemas de Portugal.

Depois de fechado vários anos, reabriu atravez de um esquema Câmara do Porto/Associação dos Comerciantes do Porto, para gerir 5 milhões de euros, contribuição de Américo Amorim para que fosse permitida a abertura de um Centro Comercial nas ... Antas
Só um aparte. A Associação Comercial está falida, a sua presidente não se livra de acusações de corrupção e favores, etc e tal. Rui Rio, continua ileso. Nada se passa com ele nem com a Câmara. Para isso há o Porto Vivo, rsrsr.

Adiante e continuemos o passeio.

Mas a Praça tem vários Hotéis, o Orfeão do Porto, Bancos, Restaurantes, Pequenos bares, várias especialidades de Comércios.

É também, pelo S. João, um dos caminhos de passagem para se chegar às Fontaínhas.
O eléctrico 22 e o Turístico, tem passagem obrigatória. E o início de Cimo de Vila, Cativo, 31 de Janeiro, Santa Catarina, Alexandre Herculano, Entreparedes, Santo Ildefonso. Tudo isto são nomes de ruas com estória, que fazem parte da História do Porto e de Portugal.
Mas não há bela sem senão. Cá está mais um mamarracho da cidade. Por artes mágicas, a Câmara do Porto, de Rui Rio, conseguiu um patrocínio para fazer este lago (?), fonte (?), chafariz (?). O patrocínio acabou e para ali está uma coisa redonda, com escadinhas, tendo lá dentro o habitual: o depósito de vários lixos.
Ao fundo, a Igreja de Santo Ildefonso e reparem bem na sua estrutura. Não há truques, nem distorção da câmara fotográfica, nem photoshop.








sexta-feira, 30 de abril de 2010

8 - A Avenida dos Aliados e a visita do Papa

A Avenida dos Aliados, depois do 25 de Abril e do 1º de Maio - amanhã - vai receber o Papa no dia 14 de Maio.
É uma forma da nossa sala de visitas mostrar alguma utilidade, pois feiinha como está, não serve para mais nada. Mas foram os senhores Presidente da Câmara Rui Rio e o Arquitecto mais que famoso Siza Vieira, que assim o quiseram.
Os edifícios que compõem a Avenida e também a sua vizinha Praça da Liberdade, estão lindos. Aliás sempre o foram.
Mas nem todos o estão. Entre os Edifícios Garantia e do antigo Comércio do Porto, há um em estado de degradação e que já serviu no dia da Polícia para demonstração de exercícios.
Não sei se o Presidente (e companhia) já repararam no edifício.
Mas o Papa de certeza absoluta vai reparar. Por isso fico com a esperança que lance uma bênção especial ao Presidente Rui Rio que o inspire a tratar melhor a nossa cidade.
Portuenses e não só. Vamos erguer as mãos e esperar o milagre.
Este nojo, de vidros partidos e paredes sujas não merece como está, ser par entre os belos edifícios desta zona da cidade.

terça-feira, 27 de abril de 2010

6 - A Fonte dos Leões - Cidade do Porto - Portugal

Na actual Praça Gomes Teixeira, que já foi Praça da Universidade, Largo do Carmo e muito lá para trás nos anos, Praça dos Voluntários da Rainha, mas pela voz popular é a Praça dos Leões, existe no largo, entre a Velha Universidade, as Igrejas do Carmo e Carmelitas e os edifícios que albergam as velhas lojas de Modas e Atoalhados, uma Fonte, conhecida pela Fonte dos Leões.
É uma Fonte monumental, composta por quatro leões alados que rodeiam um chafariz. Presume-se que é a única Fonte construída fora de Portugal. Abastecia de água a população desta zona e foi encomendada a uma empresa francesa, pela Companhia das Águas e inaugurada em 1882.
A Fonte e a Praça dos Voluntários da Rainha
Sem dúvida que todo o conjunto que rodeia a Fonte e forma a Praça é belíssimo. À direita fica o edifício da Reitoria da Universidade.
Não há muito tempo que a Fonte foi limpa, mas logo vândalos resolveram pintar parte de um dos leões a azul. Acontece que esta pintura foi feita - tanto quando dei fé - já há mais de 2 anos. Lamento que até hoje, ninguém tenha dado fé desta aberração.
Embora alertando através do fale connosco do site da Câmara do Porto as anomalias que vou encontrando por aí na cidade, a verdade é que não sei se os recebem ou pura e simplesmente não estão para perder tempo a dizer qualquer coisita ao pobre do cidadão.
Aqui fica mais um alerta, a ver se alguém consegue mandar limpar o pobre do leão alado.
Pormenor de um dos leões, com os azulejos laterais da Igreja do Carmo em fundo.











sábado, 3 de abril de 2010

5 - O Recolhimento do Ferro

No Codeçal, melhor dizendo, nas Escadas do Codeçal, -a palavra é um arcaísmo que para o caso não interessa- existe este edifício onde funciona o Centro Social da Sé Catedral, uma modelar instituição de Solidariedade Social que presta relevantes serviços à comunidade da zona. (palavras impressas no JN de 6.6.2004).
Embora a intenção e a divindade venham já de centenas de anos anteriores, com muitas estórias e locais da cidade velha, o edifício foi começado a construir a partir da segunda metade da década de 50 do século XVIII. Sem certezas, mas talvez a intenção seria a de recolher mulheres de vida difícil. Crianças também.
O edifício tem a Capela e um anexo. Neste, passada a entrada, mostra junto à porta de acesso ao interior, a "Roda". Isto sou eu a especular, porque embora tenha lido que a houve, nada me diz que o seja.
Mas é certo que tem mesmo todas as características, segundo tenho lido sobre a "Roda", local onde se deixavam as crianças - bebés ainda - cujas mães as não poderiam criar. Fosse pela pobreza em que viviam, fosse por questões sociais.
Não sei se a Capela pode ser visitada, bem como o anexo. Curiosamente ainda não perguntei. Nem sei se o seu interior merece sequer uma visita. Mas fico chocado quando por aqui passo e vejo o estado de degradação, pelo menos exterior, em que se encontra o conjunto.
Sendo um dos locais de passagem obrigatória de turistas que demandam ou saem da zona da Sé - e de nós Portuenses, que amamos a nossa Cidade - é chocante como nos aparece depois da meia subida ou descida. Dá vontade de retroceder.





4 - Ainda a Estátua do Porto

Pois como disse o meu amigo Adriano Moreira, sempre consigo driblar os Seguranças para fazer um "boneco".
Pois aqui está o "PORTO" visto do interior da pseudo Casa da Câmara ou dos 24. Hoje, Posto de Turismo da Câmara Municipal na Sé. Como se nota, a limpeza dos vidros não existe, a vista para a Cidade é quási nula, (lá ao fundo está a Vitória) e o que se (não) vê é feiíssimo. Passem por aqueles lados e confiram.