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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

56 - A Porto e as Obras na Cidade

Durante os meus passeios pela Invicta vou dando conta das obras que se vão realizando ou já foram terminadas. Acima de tudo para tentar comparar o que foi antes e o que é -será- depois. Como será o caso da ex-Praça de Lisboa, ex-Mercado do Anjo, já entaipada há uns meses, não sei e não sei se alguém sabe o que virá a ser.
Na Rua da Vitória, quási a chegar aos Caldeireiros vi este edifício recuperado, que segundo me informaram na obra, (pareceu-me um responsável por ela) pertenceu a um banqueiro do Porto.
É uma nova unidade hoteleira, de cujas traseiras se vê a Sé por cima do muro dos fundos. Creio que nesta altura já terá sido inaugurada.
No coração da Cidade, lá vão andando as obras do novo Hotel, no Palácio das Cardosas. Não sei se estas coisas têm prazos de construção - li algures que a inauguração deveria ser no verão de 2009 - mas para quem vê parece não sair da cepa torta.
Arriscando a entrada pelos Loios ou Trindade Coelho, impressiona ver as traseiras dos prédios que dão para estas artérias assim como para a Rua das Flores e Praça de Almeida Garrett. Dá a sensação que aquilo se vai desfazer de um momento para o outro.
Alguns aspectos das traseiras do Palácio.

Do rés-do-chão de um dos prédios nos Loios, já sem ligação para os andares, uma visão da cúpula com um trabalhador em acção.
Pormenores dos interiores dos prédios nas quatro artérias referidas


Aspectos exteriores dos mesmos prédios.


Esta foto de início de Agosto de 2010, mostra a montagem dos taipais num dos prédios de Almeida Garrett. Presumo que vão abrir uma rua por baixo. O futuro o dirá.
A Torre dos Clérigos escondida por um guindaste. Maio de 2010.
Creio que já acabaram, pelo menos exteriormente, as obras de requalificação (?) dos edifícios em Mouzinho da Silveira, junto à Avenida da Ponte/Praça Almeida Garrett. Quem os irá habitar ? Imagino o preço que vão pedir.
Os mesmos edifícios vistos de Mouzinho da Silveira/Trindade Coelho em 22 de Setembro/2o1o.
Trabalho em S. Domingos.
Provàvelmente um pequeno arranjo. Lordelo do Ouro, em 23 de Julho 2010.
Os Jornalistas e Homens de Letras do Porto, associação que fez 128 anos no dia 13 de Outubro último, conseguiram que o seu edifício fosse finalmente recuperado. Para já, exteriormente. O edifício foi inaugurado nos anos 30 do século passado e começou a degradar-se nos anos 60. Em meados dos anos 70, por falta de verba para as obras de recuperação, ali ficaram as ruínas no gaveto do Bonjardim/Rodrigues Sampaio. Espero consigam agora ràpidamente finalizar o projecto interior. Embora com meses de atraso (desde Agosto), aqui fica a notícia.
Outra boa notícia foi a conclusão das obras no Mercado Ferreira Borges. Edifício construído em ferro forjado e vidro - uma arte portuense - entre 1885 e 1888 para substituir o Mercado da Ribeira, parece nunca ter chegado a cumprir a sua missão, embora funcionasse como mercado abastecedor de frutas desde os anos 50 até 1979. Pelo meio e entre as degradações e restauros serviu para várias coisas entre elas depósito de material de guerra e cozinha da sopa económica, além de armazém de retém. Agora está nas mãos do Hard Club, cheio de projectos.
Aproveitando e de passagem, só gostava que o pessoal policial da esquadra sediada por baixo e do lado de Mouzinho da Silveira, estacionasse bem os seus carrinhos. Nada de filas paralelas nem em cima das passadeiras. É um muito mau exemplo. Pelo menos nos dias que por lá passo são estas as cenas. Será excesso de viaturas ou pouco serviço de rua ? Ou muito de secretaria ? Vamos lá nós (eu) saber.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

33 - Porto - O Palácio das Cardosas ( Convento dos Loios)

No Palácio das Cardosas, vamos ter um Hotel de super-luxo. Que está a levantar polémicas. Principalmente derivado aos problemas de trânsito que vai ocasionar, à impermeabilização dos solos, a parte histórica e claro, sobre a PortoVivo/Câmara Municipal...Negócios. Era para ser inaugurado há um ano (foi o que li), mas acho que nem daqui a dois isso acontecerá.
Um pouco de história. Neste local passavam as Muralhas Fernandinas e no interior da Cerca, os Padres Loios fundaram um Convento no último quartel do séc. XV que seria conhecido por Convento Novo de Santa Maria da Consolação. Uma doação permitiu-lhes a construção de uma ermida, que anos mais tarde foi substituída por uma sumptuosa igreja com fachada para o Largo dos Loios. Entrando em ruínas a Câmara tratou da sua demolição em 1838. Do Convento apenas chegou até hoje a fachada que os Frades começaram a construir já no séc. XIX. Mas derivado às Lutas Liberais abandonaram as obras e o País. Posteriormente a Câmara tomou posse e colocou-o à venda em hasta pública, sendo o seu comprador Manuel Cardoso dos Santos, um abastado negociante com fortuna feita no Brasil e que se comprometeu em acabar a fachada. Após a sua morte, por herança o edifício passou para a viúva e filhas.A partir desse momento passou a ser conhecido como o Palácio das Cardosas (referente às Senhoras)bem assim como o passeio anexo que tomou o mesmo "apelido" popular.O edifício está localizado na Praça da Liberdade, primitiva Praça Nova antes da abertura da Avenida dos Aliados que nos leva à Câmara Municipal. Na esquina com a Praça Almeida Garrett - em frente à Estação de S. Bento - existia o Café Astória, talvez centenário nesta altura do século e que segundo li vai ser reconstruído no mesmo local. Era famoso não só como ponto de encontro, mas também pela comodidade do seu mobiliário. Na outra esquina (com os Loios) ainda existe a Farmácia Vitália e com entrada pela porta central lá estava a velha Adega da Cerca e os seus vinhos e petiscos. Existem, ou pelo menos supõem-se que haverá subterradas várias ossadas de gentes importantes da cidade. Recolhi esta frase do Dr. Eugénio de Andréa da Cunha e Freitas, citada pelo nosso grande mestre e historiador da Cidade, Germano Silva: "… agora, na Casa de Deus, em vez dos honrados frades de Santo Elói, estão os gordos e opulentos senhores da Finança e da Indústria, perturbando, na febre do negócio e do lucro, o eterno descanso de tantas cinzas veneráveis que ali jazem…" . Presumo que se terá referido ao período em que o edifício foi ocupado por sucessivas entidades bancárias.Aspectos das obras, há cerca de 2 meses, vistas dos Loios/Trindade Coelho.
Uma foto que encontrei na net, mostrando em maqueta como deverá ficar o edifício.
As fotos onde não se vêm os taipais, têm precisamente 3 anos de diferença das restantes.
A foto a preto/branco terá sensivelmente um século.
Daqui a uns anos lá estaremos para a inauguração